Os advogados de Carlos Alberto de Souza, o supervisor de obras suspeito de ser Carlinhos, menino seqüestrado no Rio de Janeiro em 1973, explicaram anteontem o sigilo sobre a divulgação do teste de DNA que vai desvendar o mistério que intriga todo o País.
O resultado dos testes realizados por quatro laboratórios já saiu, mas ainda não foi divulgado pelo Instituto Vital Brasil. Nem mesmo Carlos Alberto de Souza e Maria Conceição da Costa, a mãe de Carlinhos, conheciam o laudo do exame de DNA até anteontem, de acordo Paulo de Freitas Júnior, um dos advogados.
Freitas explica que Carlos Alberto solicitou sigilo sobre o resultado. Ele pretende conhecer a verdade sobre sua origem para depois divulgá-la à sociedade. O envelope lacrado que contém o laudo deve ser aberto por ele na presença de Maria Conceição.
A data e local da comunicação ainda não foram divulgados e não se sabe ainda se o encontro será realizado no Rio de Janeiro ou em Bauru. A alegação é de que Carlos Alberto teria ficado constrangido com o intenso assédio que sofreu em decorrência da suspeita. O fato teria, inclusive, repercutido em sua vida familiar.
“Ele ficou completamente perdido. Ele é vítima da situação porque nunca procurou saber se ele é o Carlinhos. Ele relatou que está sendo alvo até de chacota. As pessoas dizem que ele quer tirar proveito disso. Ele é uma pessoa simples e não estava preparado para isso”, afirma Christian Neves de Castilho, um dos advogados.
Os advogados garantiram que o supervisor de obras não sabe se é ou não o menino Carlinhos. “O presidente do Instituto Vital Brasil, Oscar Berro, se sensibilizou e divulgará o resultado primeiramente às partes envolvidas.”