Tribuna do Leitor

Bauru vista por fora


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Na edição de ontem, o JC fez uma ampla reportagem sobre a nossa cidade. O mais interessante foi notar que as reclamações dos “estrangeiros” se referiam, principalmente, a problemas simples de se resolver. A colocação de bancos nos pontos de ônibus é uma medida que só depende de interesse político. Cidades bem menores que Bauru, como Agudos e Porto Ferreira, instalaram coberturas e bancos plásticos nos pontos, semelhantes aos usados em São Paulo. Nestas cidades menores, o preço foi bancado pelo próprio poder público, mas em São Paulo a propaganda é explorada. Qual empresa não gostaria de ver a sua marca estampada nos pontos da Rodrigues Alves, da Nações, da Duque de Caxias...

Hoje, as coberturas já são patrocinadas. Por que não atualizá-las por modelos mais confortáveis? Os usuários clamam por isso e a Emdurb não dá o mínimo respaldo. Sobre o preço da tarifa, é válido lembrar que ela ainda é uma das menores do Estado. O problema do nosso sistema é em relação as distâncias: os bairros são longes do centro. Para se ter uma idéia, o número de linhas de ônibus daqui é quase o mesmo da cidade de Ribeirão Preto, que tem 200.000 habitantes a mais que Bauru. Estou certo que a implantação do passe-integração amenizará estas reclamações. Agora, a limpeza e a beleza da cidade realmente deixam a desejar.

Na região onde as lixeiras estão instaladas, muitas pessoas ainda preferem jogar o lixo no chão. Mas o pior é que a sujeira do chão ficará lá por muito tempo, já que a varrição de rua na cidade é bem precária. Por que não criar frentes de trabalho ajudando assim a beleza da cidade e o emprego do povo? A arborização é outra crítica muito freqüente e correta, pois a cidade parece um deserto: quente e sem coberturas. As poucas avenidas arborizadas apresentam uma vegetação inapropriada para o nosso clima. Acho que a única exceção é a avenida Comendador José da Silva Martha, com árvores frondosas e constantes. Custava a Secretaria do Meio Ambiente doar mudas e a prefeitura fornecer descontos no IPTU para aqueles que colaborarem com o meio ambiente?

Por último, analisaremos o lazer e a cultura, dando como exemplo os nossos cinemas, se é que podemos denominá-los desta forma. Enquanto as salas do Savoy e do Marca não vêm, vamos reformar e modernizar as salas já existentes, mas com rigor, qualidade e não superficialmente como está sendo feito. Quem sabe nos próximos anos não tenhamos um salto qualitativo na nossa qualidade de vida? Shoppings Savoy e Marca, Parque da Vargem Limpa, mais arborização, pontos de ônibus cobertos, confortáveis e sistema integração, estação de tratamento de esgoto, acesso mais amplo aos programas sociais, retomada dos investimentos da Cohab... A reviravolta dependerá de nós! Vamos votar conscientes este ano! (Marcelo Ciamponi de Castro – RG 24982166-7)

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