A pesca esportiva da truta e do salmão foi iniciada no Chile em 1893 quando foram trazidos alevinos da Europa e do Canadá. As espécies arco-íris e marrom, o salmão chinook e outros se deram muito bem nas águas límpidas e frias da Patagônia. Hoje, o Chile é o segundo maior exportador de salmonídeos do mundo. Isso é perceptível nos nossos supermercados. Na porta do Puyuhuapi Hotel já é possível pescar exemplares da truta arco-íris entre 2 e 4 quilos.
A técnica de pesca é a “flyfishing” que utiliza iscas artificiais imitando os insetos da região. O pescador entra nos rios e bocas da baía até quase a cintura, com trajes e botas impermeáveis para facilitar o lançamento da isca com a vara de carretilha. A linha flutuante de cor laranja é puxada lentamente, como na nossa pesca de corrico ao dourado. A truta nada em velocidade atrás da presa e engole a isca com o anzol. Como se trata de pesca desportiva, o peixe é mandado de volta para as águas depois das fotos.
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Roteiro para cada dia
1.º dia - O avião da Lan Chile sai de São Paulo pela manhã e chega em Santiago ainda em tempo para um passeio. Aproveite para conhecer o Palácio de La Moneda, o Centro da cidade e almoce no Mercado Central, todo construído em ferro batido, trabalhado, importado da Inglaterra no início do século passado O congrio (peixe de águas frias e profundas) é imperdível. Procure o Augustu’s. À noite, antes de dormir, procure os conhecer os pubs da avenida Suécia ou a zona boêmia da Bella Vista. Os locais são seguros e fáceis de alcançar via metrô. O hotel tem mapas à disposição.
2.º dia - O avião da Lan Express sai de manhã para Balmaceda, na Patagônia, com escala em Puerto Montt. Um ônibus especial estará esperando para levá-lo a Coihaique, Capital da região, cidade típica com 40 mil habitantes. Haverá tempo para ligar para casa e comprar artesanatos. No Restaurante Histórico Ricer haverá coquetel de boas-vindas com pisco sauer, pasteizinhos de um mexilhão diferente e muito gostoso; espetinhos de carne de carneiro e canapés. Depois, um percurso de mais uns 50 quilômetros até Puerto Chacabuco. A estrada margeia o Rio Simpson que percorre canyons, tem corredeiras e cachoeiras de onde despeja água cristalina. No porto, o catamarã Patagônia Express estará esperando para um percurso de aproximadamente 5 horas até o Hotel & Spa Termas de Puyuhuapi. Não se preocupe que a viagem é confortável. O barco, de duas quilhas, é muito estável, tem refeições de ótima qualidade e bebidas incluídas. Será servida a centolla, o caranguejo gigante dos mares austrais. Na chegada às Termas de Puyuhuapi, onde todo o pessoal estará a postos para as boas-vindas, a primeira coisa a fazer é pegar o traje de banho, roupão e chinelos fornecidos e ir paras as piscinas termais. Relax completo para esperar o jantar.
3.º dia - Passeio ao Parque Nacional Queulat onde está a Geleira Colgante. Você vai conhecer também parte da Carretera Austral e os criatórios de salmão. Há atividades com caiaques, windsurf e esqui aquático, para quem é chegado. Visite em Puerto Puyuhuapi a fábrica de tapetes (alfombras) artesanais.
4.º dia - O catamarã Patagônia Express sairá às 7h30 para navegar através dos canais austrais rumo sul à Laguna San Rafael. A rota passa pela Geleira Seno para ingressar no Golfo Três Cruces e Estuário dos Elefantes. Na Laguna San Rafael começam a aparecer os icebergs azuis, verdadeiras esculturas em gelo milenar talhado pelo sol, vento e chuva. Os turistas poderão aproximar-se das geleiras a distâncias seguras, em bote de borracha. O Patagônia Express retorna para o desembarque no Porto Chacabuco, depois de dez horas de navegação. Traslado para o Hotel Loberias Del Sur, muito confortável.
5.º dia - Café da manhã, saída para Coihaique, seguindo o caminho do Rio Simpson. Em Balmaceda, embarque para Santiago.
6.º dia - Dia livre em Santiago para visitar o Shopping Center do Parque Araucano, um dos melhores da América do Sul. Jantar no Eládio, restaurante de boas carnes e preços razoáveis, freqüentado pelos chilenos. Há um no bairro Providência e outro na Bella Vista.
7.º dia - Retorno a São Paulo, pela manhã.
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Filé de salmão com molho cítrico
O chef de cuisine Jonathan Elitin, do Hotel Termas de Puyuhuapi, tem a seguinte receita para salmão, adaptado às nossas condições porque no original acompanha cuscuz marroquino, difícil de conseguir por aqui.
• Filé de salmão de umas 300 gramas
• Suco de uma laranja
• Suco de um limão grande
• xícara de açúcar
• 30 gramas de gengibre
• 100 ml de vinagre de vinho branco
• 100 ml de azeite de oliva
• Sal e pimenta
Para o extrato balsâmico:
• 1/3 de xícara de vinho do porto (80 ml)
• 100 ml de vinagre balsâmico
Preparação do molho: em uma panela, colocar o suco de laranja e o suco de limão, agregar açúcar, gengibre e cozinhar em fogo médio até formar um caramelo. Acrescentar o vinagre de vinho branco, raspando o fundo da panela. Reservar ao calor.
Temperar o filé de salmão com sal e pimenta e fritar no azeite.
Preparo do extrato balsâmico: em uma panela pequena, colocar o vinho do porto e reduzir em fogo baixo até ficar espesso. Verter vinagre balsâmico e cozinhar até que fique espesso.
Em um prato individual, colocar o filé e despejar o tempero de gengibre por cima. O extrato balsâmico decora o prato em filetes ao lado do peixe. Também vai servir para dar aquele contraste com o primeiro molho.