Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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GRANDES CLUBES

Émerson Leão, afirmou que não deseja ver o Corinthians rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Para o técnico do Santos, a queda do rival não seria nada agradável. Concordo, porque seria muito ruim para o futebol paulista e brasileiro. Os clubes grandes precisam estar cada vez mais fortes. No entanto, a péssima campanha do Corinthians neste Paulistão/2004 vem rendendo muitas gozações. Uma delas é o confronto contra o Noroeste na Série A2 de 2005. Mas é claro que isso não vai acontecer, porque o Norusca será promovido, pode apostar. Quanto ao Timão, não será rebaixado. É só ganhar da Portuguesa Santista para não depender de outros resultados.

CLIMA QUENTE

Fábio Costa, esquentado por natureza, teve um problema no seu carro, ontem pela manhã, no Parque Ecológico do Tietê. Quando parou para resfriar o radiador, o repórter fotográfico Sebastião Moreira, do Estado de S. Paulo, se aproximou do goleiro para registrar a situação inusitada. Mas Fábio Costa não entendeu assim e começou a gritar com o fotógrafo, perguntando se ele era mecânico. Aí outros repórteres se aproximaram, então o goleiro pegou seu carro e saiu bruscamente, quase atropelando os profissionais de imprensa. Dentre os repórteres, estava Wagner Vilaron, também do Estadão, que cogitou abrir um boletim de ocorrência pelo acontecido, mas isso não deve ocorrer.

SUSTO

O volante Sidney, do Guarani, internado na última quinta-feira com dores no peito, deixou o Instituto do Coração de Campinas na tarde de ontem. O jogador, que não enfrentou o Santos devido a uma forte gripe e febre, voltou aos treinamentos e, muito debilitado, acabou desmaiando por causa do sol forte. Felizmente, os médicos do hospital disseram que não foi nada grave e que em alguns dias Sidney estará de volta aos treinos.

ÚLTIMA FORMA

Recebo telefonema em casa do amigo de fé irmão camarada Luís Carlos Martins. O competente treinador bauruense afirmou que ainda não acertou com o Mirassol, e neste domingo estará orientando o Oeste na partida diante do Marília. Por sinal, o MAC vai completo para o jogo decisivo no Abreuzão. Quarto colocado do grupo 2, com 16 pontos, o Marília depende apenas de uma vitória simples para chegar às quartas-de-final do Paulistão. Já o Oeste, foi rebaixado para a Série A2, por causa dos 12 pontos que perdeu na justiça desportiva.

SOLIDARIDADE

Dezenas de torcedores do Bayern de Munique que tinham viajado a Madri, para ver sua equipe jogar contra o Real Madrid, doaram sangue para os feridos nos atentados de quinta-feira, antes de deixar a capital espanhola. Sobre a matança, porta-voz da Liga Espanhola de Futebol afirmou: “Não há palavras para definir este assassinato, porque nem os animais são capazes de produzir tamanho dano aos seus semelhantes”.

DISTANTE

A saltadora brasileira Maurren Higa Maggi está cada dia mais pessimista na possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto. O pessimismo da atleta aumentou ao saber que a Federação Internacional de Atletismo rejeitou a sua absolvição.

A CRISE DO TÊNIS

Após alguns dias de silêncio, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nélson Nastás, resolveu falar. Achei o dirigente muito seguro, tranquilo e com declarações sensatas, em entrevista à TV Globo. Nastás espera que Gustavo Kuerten reflita melhor sobre sua posição de não disputar o confronto contra o Paraguai. Disse, também, que Guga é um grande jogador e não vai disputar a Copa Davis pela CBT, e sim pelo Brasil.

SAUDADE

Olavo, ex-defensor do Corinthians entre os anos 40 e 60, morreu ontem aos 76 anos, vítima de um infarto. Olavo começou a carreira no Santos em 1947. Com estilo sério e duro, defendeu o time da Vila Belmiro até 1951, quando se transferiu para a Portuguesa Santista. No ano seguinte, foi contratado pelo Corinthians para disputar a Copa Rio de 1952. Símbolo de bravura e determinação, tornou-se capitão do time a partir de 1958. Antes disso, em 1954, Olavo fora um dos heróis do título do IV Centenário. Pelo Timão, Olavo disputou 514 jogos – é o oitavo jogador com mais partidas disputadas com a camisa do clube – e marcou 17 gols, a maioria cobrando pênaltis, de acordo com o “Almanaque do Timão”, do jornalista Celso Unzelte. Olavo só deixou o Parque São Jorge em 1961, quando voltou para o Peixe, para ser reserva de Mauro. No supertime de Pelé, Coutinho, Pepe e companhia, foi bicampeão da Libertadores e do Mundial Interclubes, em 1962 e 1963. Encerrou a carreira em 1966.

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