Seria a missão fundamental do nosso Centrinho cuidar de pesquisas e reabilitações de lesões labiopalatais de crianças, tratamento que demora alguns anos, sendo necessário certo tempo para que os pacientes fiquem sem problemas no rosto, nos dentes e na fala, tarefa que é longamente desenvolvida por uma equipe de profissionais especializados, para o que dispõe o hospital de setores de medicina, odontologia, enfermagem, fisioterapia, fonouaudiologia, psicologia e serviço social, tendo este último a missão de esclarecer dúvidas sobre o tratamento, encaminhar os necessitados aos profissionais, obter ajuda do INSS para as despesas de viagem e de hospedagem das crianças e respectivos pais e fornecer atestados e declarações para justificar as faltas no serviço e na escola. Denominam-se fissura as lesões labiopalatais, as quais surgem no começo da gravidez, quando o lábio e o céu da boca (palato) do futuro bebê estão se formando. Mas não ficam nisso os encargos da nobre instituição, indo eles bem mais longe no horizonte das necessidades dos meninos e meninas que batem às suas portas, acrescentanto-lhes outros fundamentos importantes. O testemunho da imensidade e do valor das atribuições do Centrinho aí está, mostrando o quanto o querido hospital, pequeno no tamanho e enorme na sua importância, com muitos anos de atuação, vem trabalhando em favor da saúde bucal e facial das milhares de crianças de todas as partes do País, necessidades de sua primorosa assistência médico e farmacêutica. Lembra bem este jornalista dos idos de sua criação, recordando do entusiasmo com que a fez a sua incansável equipe fundadora, presidida pelo valoroso José Alberto de Souza Freitas, nosso amigo da juventude, que habituamos a chamar de Tio Gastão e o fazemos até agora, quando das entrevistas que dele obtivemos para o JC. Competentíssimo e corajoso, conseguiu ele dar à sua notável criação nosocomial características de primeiro mundo, graças aos que ela acaba de ser distinguida com a honrosa Medalha da Rosa da Solidariedade, instituída pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado, objetivando coroar o extraordinário trabalho que sua equipe tem realizado, celebrando a união, a dedicação e a eficiência de seus notáveis funcionários técnico-científicos. Parabéns! Ele merece, ele merece! É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“A oração é a chave que abre a porta da manhã e fecha solenemente a da noite. Schneider”.