Na Câmara Municipal de Bauru, na noite de 12/2 p.p., realizou-se reunião pública do Plano Diretor da Prefeitura, com a finalidade de buscar soluções para erradicar, de uma vez por todas, os cruciais problemas causados pelas enchentes em nossa Bauru, e após a precisa fala da coordenadora do evento, abriu-se o debate para quem quisesse apresentar suas propostas.
Como sempre participo de acontecimentos como esse, desta feita não me poderia furtar e oferecer minha colaboração. Como o tempo era limitado, apenas apresentei a proposta de erradicar a tubulação dupla de 1,50m de diâmetro cada uma, para que a calha do Ribeirão das Flores, a céu aberto, passasse a sua capacidade de fluxo de enxurradas a ser aumentada em pelo menos duas vezes, o mesmo acontecendo com o rio Bauru com a supressão de suas rampas.
E, na noite de 4/3 p.p., em mais uma reunião pública do Plano Diretor, na qual apresentei as maquetes de minha autoria para representar nelas a realidade do aumento da capacidade, em 100% ou 200% do fluxo de enxurradas nas calhas de ambos os rios. Isso porque, em tempos não chuvosos o curso do Ribeirão das Flores, sua capacidade não chega a quatro polegadas, sendo que, a do rio Bauru é bem maior; porém, quando vêm as precipitações aquosas, as águas que descem pelas encostas nas suas margens, neles desembocando, esses riachos tornam-se gigantes e vão destruindo tudo o que encontram pela frente.
A prova disso é a tubulação subterrânea do Ribeirão das Flores e as rampas do Ribeirão Bauru - representados na minha maquete -, que já não suportam o grande volume d’água, aumentado consideravelmente por causa da impermeabilização do solo nas suas cabeceiras e caminhadas.
E tem mais. As águas barrentas que recebem de seus afluentes e das encostas, e que deixam para trás erosões, e aquelas terras que rolam com as enxurradas, além de assoreá-los, vão, de maneira paulatina, assorear as represas hidroelétricas do rio Tietê, sendo que o Ribeirão Bauru, poderá se transformar num colaborador complicado de futuro assoreamento em geral, e aí, o colapso será fatal e irreversível.
Então, o que fazer?
As águas dos ribeirões em apreço correm nos seus vales e leitos e às suas margens estão as encostas com parte de seus solos já urbanizados e impermeabilizados. Nos solos impermeabilizados ou não, quando vêm as precipitações chuvosas, as águas deslizam ribanceira abaixo deixando para trás, como já disse, erosões cujas terras carregadas pelas enxurradas, ao alcançarem os leitos dos referidos rios, os assoreiam e os inundam.
E para que isso não mais aconteça, recomenda-se eliminar as causas com as previsões e construção de obras de contenção das águas como: piscininhas e piscinões, cisternas com drenos e britas ao seu redor para a drenagem paulatina das águas das enxurradas, em diminuindo consideravelmente o desaguadouro nos mencionados rios, em evitando agredir o Vitória Régia. Mas e o dinheiro para fazer face às despesas dessas obras? Entendo que tanto as obras erradicadoras das enchentes como as do tratamento do esgoto são a prioridade das prioridades e, no meu entender, ambas devem ser enquadradas como de segurança nacional e os custos pagos pelo Estado e pela União. É uma questão de sobrevivência. Pois no futuro poderão causar problemas energéticos e de saúde em nível nacional! Muito obrigado.
Diorindo Lopes - oficial de Administração, técnico de Contabilidade, aposentado da RFFS/A