Economia & Negócios

Concurso do DAE é disputado por quase 8 mil pessoas

Hérica Rodrigues
| Tempo de leitura: 4 min

Realizada ontem à tarde, na Universidade do Sagrado Coração (USC) e na Instituição Toledo de Ensino (ITE), a prova para a primeira fase do concurso do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru reuniu 7.815 candidatos, que disputavam 101 vagas oferecidas em 28 cargos.

Segundo a assessora de imprensa da autarquia, Sandra Faria, este é o maior concurso já realizado pelos órgãos públicos de Bauru. “Pelo histórico em concursos públicos desse nível na cidade, esse é o maior. A organização estava esperando muitos concorrentes, mas o número de candidatos surpreendeu.”

Na opinião da assessora, esse número de candidatos mostra a preocupação da população em conquistar cargos públicos que ofereçam estabilidade no emprego, além de diversos benefícios.

“A situação econômica do País eleva essa preocupação e o concurso não exigia limite de idade, apenas escolaridade a partir da 4.ª série do ensino fundamental. Tudo isso atraiu muitas pessoas” explica Faria.

Os salários variam de R$ 200,00 a R$ 600,00, mais vale-transporte, 13.º salário e convênio médico. Segundo a assessoria de imprensa, os cargos oferecidos serão preenchidos assim que o concurso for concluído, até junho. “Como é ano de eleição, as pessoas terão que ser contratadas até junho deste ano, mas o concurso têm validade de dois anos.”

As provas foram realizadas nas instituições de ensino devido ao grande número de concorrentes. Na ITE, cerca de 3 mil candidatos fizeram a prova, o restante, aproximadamente 4.800 concorrentes, realizou o concurso na USC.

Sem discussão

Aproximadamente 50 pessoas se revoltaram em frente aos portões da USC pouco depois que eles foram fechados, às 13h30. A maioria reclamava que constava no edital que o horário de entrada era às 14h.

Porém, no Diário Oficial do Município do dia 4 deste mês, constava que os portões seriam fechados às 14h.

A assessora de imprensa da autarquia confirmou as informações e explicou aos concorrentes. Mesmo assim, eles disseram que vão entrar com recurso para cancelar a prova.

Em meio à confusão, a situação política da cidade também foi culpada pelo atraso. Alguns candidatos reclamavam da falta de ônibus circular e culpavam a indefinição na prefeitura pela demora.

Mesmo explicando os diversos motivos pelo atraso, os candidatos não tiveram o direito de prestar o concurso.

A prova foi elaborada pelos técnicos do DAE com questões de língua portuguesa, matemática e conhecimentos gerais. Na próxima fase, para alguns cargos que exigem conhecimentos específicos, será realizada outra avaliação.

O gabarito da primeira fase do concurso será publicado no Diário Oficial no próximo dia 20 e, posteriormente, será divulgado o resultado da primeira fase.

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Estabilidade

Os candidatos às 101 vagas oferecidas pelo DAE querem, em sua maioria, a chance de conquistar estabilidade no emprego.

Para a dona de casa Rosimeire Sampaio, proporcionar melhor estudo para os filhos foi a maior motivação para prestar o concurso. “Resolvi fazer porque tenho dois filhos e a situação está difícil. Preciso de um emprego que dê estabilidade, não só para mim, como para meus filhos, que estão em idade escolar e também precisam de assistência médica. Não tenho registro em carteira e é disso que eu necessito”.

Para a desempregada Cristiane Domingues e para o vigilante Hélio Orlando Pinto, ter a oportunidade de trabalhar em uma repartição pública é a chance de conquistar um emprego estável. Cristiane diz que, apesar do salário ser baixo, o que compensa são os benefícios. Já para o vigilante, o concurso abre portas para ter um salário que compense mais. “Estou prestando a prova para o cargo de motorista. Lá, terei a chance de ter um salário melhor e com estabilidade”, diz.

O estudante universitário Levi Alvarenga busca com o concurso a chance de crescer na carreira que escolheu. Aluno do primeiro ano de ciências da computação, ele prestou a prova pensando no futuro e tem como objetivo, não só conquistar um emprego estável, como também algo para toda a vida. “É um emprego que eu nunca vou perder. Se eu conseguir passar, pretendo seguir carreira no DAE e ter um cargo melhor. Estudei bastante para passar.”

O auxiliar eletricista Adilson Zambonato também pensa como Levi. Para ele, o concurso não é só a chance de ter um emprego com vários benefícios, mas também a oportunidade de conquistar um nível de vida social melhor. “Trabalho na área e pretendo melhorar meu nível de vida. Então, pretendo entrar como auxiliar eletricista e, como o DAE oferece a chance de subir de cargo, eu gostaria de ser eletricista de painéis. É um emprego bom.”

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