Em greve desde o último dia 9, procuradores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e funcionários da Polícia Federal (PF) iniciam a semana com as atividades paradas em todo o País.
Segundo informações do representante do Sindicado dos Servidores Públicos Civis e Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo, Benedito Pereira de Arruda, a PF reivindica que a lei federal 9.266 de 1996, que trata dos salários dos profissionais, seja cumprida.
Arruda explica que, para os cargos da Polícia Federal, haviam duas tabelas de vencimentos e a legislação determinou que todos passassem a ser de nível superior, o que não foi cumprido.
A adesão dos funcionários da PF chega a 100% e, segundo o escrivão Evani Alves Moraes, a greve é por tempo indeterminado.
“Apenas os serviços essenciais estão sendo realizados, como emissão de passaporte e os flagrantes por crimes de competência da Polícia Federal”, explica.
Para os cerca de 42 procuradores do INSS em greve na cidade e região, a paralisação só será encerrada se o governo ceder nas negociações.
Segundo a procuradora federal Simone Maciel Saqueto Siquera, a adesão à greve na região é de 100% e no País, de 90%.
Ela explica que os procuradores estão seguindo o comando de greve nacional e que até sexta-feira não tem nenhuma reunião agendada para discutir o caso.
A categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Além dos salários, a procuradora federal explica que a falta de estrutura de trabalho também está sendo questionada.
Siquera disse ontem à reportagem do JC que o governo propôs negociações, porém, o oferecido foi apenas remuneratório e muito abaixo do exigido, o que não foi aceito pelo comando de greve.