Policiais militares do Tático-4 localizaram um cadáver de um homem enterrado no quintal de uma casa no conjunto habitacional Joaquim Guilherme, anteontem à noite. A vítima, que até o fechamento desta edição havia sido identificada apenas como “Pebinha”, teria sido espancada até a morte por dois companheiros. Com esta ocorrência, sobe para 13 o número de homicídios cometidos em Bauru desde o início do ano.
De acordo com informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), denúncias de moradores da região teriam indicado a casa onde o corpo estava enterrado, na quadra 2 da rua Antônio Luiz Buzolin. Ao chegar no local, os policiais do Tático-4 encontraram Cláudio José de Freitas, 22 anos, e Marcelo Pacheco Azevedo, 29 anos.
Segundo o delegado do 1.º Distrito Policial, Ronaldo Divino, os dois homens confessaram ter matado “Pebinha” e apontaram o local onde teriam enterrado o corpo. Eles relataram que os três moravam juntos há algumas semanas na casa abandonada e que no último dia 8, por conta de um desentendimento, teriam espancando a vítima a pauladas até a morte.
Na tentativa de ocultar o homicídio, o corpo foi enterrado no quintal do imóvel, mas o mau-cheiro chamou a atenção de vizinhos nos últimos dias, pois já apresentava sinais de decomposição.
Freitas e Azevedo foram conduzidos para o Plantão Policial, onde foram autuados em flagrante por homicídio doloso. Os dois foram encaminhados para a Cadeia Pública de Avaí, onde aguardariam transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. A pena para homicídio qualificado vai de 12 a 20 anos de detenção.
Desde o começo do ano, este é o 13º homicídio registrado em Bauru. Foram duas pessoas mortas em janeiro, oito em fevereiro e três no mês de março, até ontem. No ano passado, 42 pessoas foram assassinadas na cidade, mas a Polícia Civil registra somente os casos em que a vítima morre no local ou pouco tempo depois.
Anteontem pela manhã, o corpo de Cláudia Cristina Silva Corrêa, 31 anos, foi encontrado em sua casa, no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), com marcas de perfuração no pescoço, mãos e ombro direito. Na casa, os policiais encontraram o telefone celular do ex-marido da vítima, Márcio Augusto dos Santos, e dois bilhetes sobre a mesa da cozinha. Uma das mensagens dizia que o casal teria um pacto amoroso e quem cometesse traição morreria.
A delegada-adjunta da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Cíntia Maria Quaggio, que está conduzindo os trabalhos, afirma que Santos ainda não foi localizado, mas que também estão sendo trabalhadas outras hipóteses de suspeitos na investigação.
Na semana passada, Arnaldo Tomazeti, 33 anos, conhecido como “Caveira”, foi assassinado com sete tiros no bairro Ferradura Mirim. Ele teria sido chamado à rua por volta de 2h e foi alvejado, inicialmente, em frente à sua casa. Ao tentar fugir, a vítima foi perseguida pelo atirador e foi morta no quintal de uma casa vizinha. Segundo a delegada, a DIG já tem o nome de um suspeito do homicídio, mas as investigações ainda estão em andamento.