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Ultra-som 4D aperfeiçoa diagnóstico

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Em breve, quem puder pagar pelo exame poderá desfrutar em Bauru dos avanços do equipamento de ultra-sonografia tridimensional em tempo real, conhecido como 4D - lançado no mercado há cerca de três anos. A principal característica do aparelho é o avanço tecnológico que permite aos usuários, tanto médicos quanto pacientes. Com ele, é possível ter um diagnóstico mais completo e preciso do interior do corpo humano.

De acordo com o ginecologista, obstetra e especialista em ultra-sonografia Fábio Sgarbosa, a grande vantagem deste aparelho em relação ao de segunda dimensão (2D) é que ele melhora consideravelmente a visualização do interior do corpo, permitindo maior precisão nos diagnósticos. “Até hoje, os médicos utilizam com muita eficiência o 2D. Mas o equipamento de 4D vem para somar às possibilidades já existentes”, afirma.

Na prática, o novo equipamento permite observar os órgãos internos em imagens reais, ou seja, em três dimensões. O nome 4D se deve a uma evolução do aparelho, que agora permite que as imagens em 3D sejam observadas em tempo real, ou seja, da maneira como ocorrem.

A medicina pode utilizar o equipamento para, por exemplo, detectar miomas, tumores, pólipos com mais nitidez e precisão, tanto no interior do útero quanto nas patologias das mamas.

Mas uma das funções que mais chamam a atenção dos usuários é a de obstetrícia. Para os pais, o 4D representa uma maravilha no contato intra-uterino com o bebê.

Uma clínica médica especializada em saúde da mulher já adquiriu o equipamento, importado dos Estados Unidos, mas ainda aguarda liberação na alfândega para chegar a Bauru. Na semana passada, um equipamento semelhante foi utilizado pela clínica para fazer demonstrações.

A estudante de jornalismo Ana Cristina Consalter Amor fez o exame pela primeira vez e ficou encantada com o resultado. “Foi uma grande emoção, pois até agora eu não tinha conseguido ver a face do meu bebê”, diz.

Na 34.ª semana de gestação, ela confirma que, para os pais, é um sinal tranqüilizador observar os detalhes do bebê e, principalmente, sua saúde. “E tem também o fator da curiosidade. A gente sempre quer saber como é o rostinho do filho”, destaca.

Esse é um dos principais atrativos para os pais, ansiosos por saber como é a formação do feto.

Já para os médicos, os diversos recursos propiciados pelo aparelho facilitam no diagnóstico preciso de uma enfermidade ou má-formação. “Nem sempre é possível tratar certos problemas do feto ainda no útero, mas a visualização deles ajuda a prevenir os pais para o nascimento”, diz Sgarbosa.

Assim, em vez de se lamentar pela fatalidade, os pais têm a oportunidade de se municiar de informações a respeito do problema e ajudar na recuperação da criança após o nascimento.

Como funciona

As imagens são captadas pelo ultra-som em todo o volume do corpo do bebê, ou seja, na vertical, na horizontal e na diagonal (nos eixos X, Y e Z). Um software específico transforma os dados em imagem, que pode ser vista no monitor.

A partir daí, o médico tem em mãos vários recursos. Ele pode, por exemplo, recortar a imagem do jeito que achar melhor, fazê-la girar na tela para observar de vários ângulos, armazenar para ver em uma outra ocasião.

O sistema opera com velocidade de até 16 volumes por segundo. Mas o que mais chama a atenção dos profissionais da área de medicina é a possibilidade de fazer um exame mais minucioso dos órgãos do bebê. É como se a máquina fizesse uma ressonância magnética no feto, o que permite ver claramente a ossatura.

Esse tipo de exame ainda não possui cobertura dos planos de saúde e será feito, a princípio, por conta de consultas particulares. O valor cobrado por seção deverá girar em torno de R$ 250,00 a R$ 400,00.

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