A Diretoria de Ensino de Bauru requisitou ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul o reforço do policiamento nas proximidades da Escola Estadual Rodrigues de Abreu, principalmente nos horários de entrada e saída de alunos. O pedido foi motivado por atritos entre alunos de bairros diferentes que estão estudando no colégio neste ano e pela movimentação de pessoas estranhas nas redondezas da instituição.
Anteontem à noite, um desentendimento iniciado próximo a outra escola estadual, a “Plínio Ferraz”, resultou em um adolescente de 17 anos baleado.
A dirigente interina de ensino, professora Célia Regina Pampani Borgo, diz que o pedido de reforço policial foi feito ao Conseg porque a escola passou a receber neste ano quatro ônibus escolares com estudantes vindos do Fortunato Rocha Lima, que até o ano passado freqüentavam escolas do próprio bairro.
“Como agora esles não conseguiram vaga para estudar perto de casa, o Rodrigues de Abreu passou a absorver um número muito maior de estudantes. Isso tem causado alguns tumultos nos horários de entrada e saída das aulas, porque os alunos (de bairros diferentes) ainda não se conhecem. Nossa preocupação em relação à segurança é apenas preventiva”, diz Borgo.
A diretora do Rodrigues de Abreu, Ivete Rosa Pellegrino de Brito, comenta que não havia sido avisada do pedido, mas confirma que existem alguns conflitos nos horários de maior movimento de alunos. “Este problema existe, mas é provocado pelas diferenças dos alunos, que vieram de escolas diferentes. Até que eles se conheçam e se ajustem ao nosso sistema, eles passam por um período de adaptação. Mas até agora, não houve nenhum problema grave”, afirma.
Segundo a diretora, a Polícia Militar (PM) mantém um policial nas proximidades da escola durante os períodos de maior circulação de estudantes. “Qualquer pessoa em atitude suspeita já é abordada, qualquer tentativa de tumulto ou de pessoa querendo vender droga já é barrada.”
O capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1ª Companhia da PM, confirma que, além de um policial no local entre 11h e 13h30, uma viatura da Ronda Escolar passa pela escola no mínimo seis vezes ao dia, entre 7h e 23h. “O Rodrigues de Abreu é uma escola que não é freqüentada por uma única comunidade, são alunos de diversos bairros. Acredito que até esse pessoal se entrozar e entrar no ritmo da escola, eles têm uma adaptação e as diferenças podem causar alguns transtornos”, observa.
De acordo com Meira, a PM já recebeu denúncias de tráfico de crack nas proximidades do Rodrigues de Abreu, mas nada foi constatado até o momento. Ele também ressalta que existem adolescentes e pessoas em atitude suspeita circulando próximos a escolas diariamente.
“É o tipo de problema com o qual enfrentamos muita dificuldade, porque os policiais tem uma rotina para passar nas escolas. Determinamos o número de rondas para a escola de acordo com os problemas verificados e os policiais passam até mais de seis vezes por dia nas escolas. Tentamos impedir qualquer atividade suspeita e o contato dessas pessoas com os alunos”, diz o comandante da 1ª Cia.
O pedido da Diretoria de Ensino será discutido hoje à noite na reunião do Conseg Centro-Sul.