Muito tem a Medicina falado da crescente incidência de câncer em diversos setores orgânicos humanos, principalmente em regiões mamárias, nas quais surge em função de complicações de várias doenças de pele. Aparecem, e, não tratadas logo que percebidas, podem resultar muitas vezes até em morte. Conforme pesquisas da Organização Mundial de Saúde, um dos principais motivos da doença na mama resulta da ação direta do sol no tecido, pois ao longo dos anos os ultravioletas invisíveis acabam degenerando, ocasionando o grave problema. É lógico, então, que os moradores de localidades rurais apresentem maior predisposição para a enfermidade, o que não acontece nos grandes centros urbanos, onde os raios chegam à epiderme com intensidade menos agressiva, gerando menos vítimas. Deixa a poluição solar de provocar ali maiores danos, mas não reduz ao mínimo as preocupações das autoridades médicas, para as quais de cada 100 pessoas nelas diagnosticadas 90 são sintomaticamente portadoras de fotodermatose ou câncer da formosa pele, a qual é considerada o espelho da saúde, não podendo, por isso, contrair manchas e outras deformidades congênitas ou não. Inexistem informações absolutas sobre o influxo dos raios nas comunidades litorâneas, mas é sabido que a contínua exposição a eles prejudica penosamente o tecido, provocando o seu envelhecimento prematuro ligado à formação de rugas faciais. Conseqüentemente, urge cuidar-se carinhosamente dela, considerando-se ser a mesma não apenas fundamento de beleza e encantamento do corpo de homens e mulheres, especialmente destas, face à função que têm quanto à cor, forma e textura. Mais que um simples envoltório humano, a pele é um manto de revestimento do organismo da gente, indispensável à vida como isolante insubstituível dos componentes orgânicos existentes na esfera exterior. Não é ela que quando o corpo aparece febril emite, automaticamente, os seus infalíveis sinais, através do calor, funcionando como autêntico termômetro, sem o qual a temperatura anormal não seria sentida? É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Ser jovem é olhar a vida de frente, diretamente nos olhos, saudando cada novo dia como presente dos céus! Schneider”. Agradecemos ao amigo, médico e ex-deputado estadual Abrahim Dabus, exemplar do bonito opúsculo que escreveu e editou em que ele, patrioticamente, aplicando em sua preciosa vida o verde das nossas florestas, o azul dos nossos céus e o amarelo das nossas riquezas auríferas, emoldura a sua história com as cores da bandeira nacional e, acertadamente, dá ao seu livro o título de “As três cores da minha bandeira”.