Política

Nilson mantém rotina; Dudu cobra definição

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) e seu vice, Dudu Ranieri (PFL), reagiram de maneira diferente ontem, ao serem informados de que o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo não julgou o mérito da liminar que definirá quem governará o município até 31 de dezembro deste ano. Nilson informou que manteve sem alterações sua rotina de trabalho. Já Dudu ficou surpreso pelo fato de o processo não ter constado na pauta da sessão da 9ª Câmara de Direito Público do TJ. Ele cobra agilidade do órgão para resolver a situação.

Durante o dia de ontem, Nilson percorreu obras que estão em execução. “Essa situação toda não me afeta o sono e nem o apetite. A minha vida está traçada. Eu não nasci prefeito e nem, talvez, vou morrer prefeito. Independente da gente exercer ou não o cargo, a vida continua. Mas estou otimista”, afirma.

“Aconteça o que acontecer, eu recebo subsídio da prefeitura e tenho obrigação de retribuir pagando com o meu trabalho. Hoje (ontem) e na quarta-feira passada, continuei trabalhando normalmente. Fiscalizei obras ao lado do Arlindo (Arlindo Figueiredo, secretário municipal das Administrações Regionais)”, completou.

O prefeito garante que não ficou surpreso pelo fato de o Tribunal de Justiça não ter colocado na pauta a votação do mérito da liminar. “Se havia necessidade de um terceiro voto e o desembargador não se declarou em condições de proferi-lo, acho que é uma decisão normal. Faz parte de qualquer julgamento”, avalia.

Ele lembra que essa situação jurídica está sendo praticamente decidida em duas instâncias (primeira, no Fórum local, e em segunda, no Tribunal de Justiça). “São duas decisões distintas. A de lá (do TJ) depende desta daqui. E a recíproca não é verdadeira. A qualquer instante, o doutor Horácio Furquim Guanaes (titular da 5ª Vara Cível de Bauru) poderá dar a sentença de mérito”, aposta.

Na avaliação dele, a cidade perde com a instabilidade política. “Já declarei isso. Eu e minha equipe não deixamos nos atingir por isso. Estamos trabalhando. Mas a população fica visivelmente insegura.”

Surpreso

O vice-prefeito Dudu Ranieri disse que ficou frustrado pelo fato de o Tribunal de Justiça não ter julgado a liminar que mantém Nilson Costa prefeito. “Eu acho esquisito essa demora. Demorou para chegar na pauta de julgamento. Depois de agendado, um dos desembargadores pede vista no processo. Passou a semana e nada de decisão. Isso gera um prejuízo grande para a cidade”, avalia.

Para ele, seu advogado, Régis de Oliveira, agiu de maneira correta ao protocolar um requerimento direto ao gabinete do desembargador Antonio Rulli, responsável pelo pedido de vista ao processo. O documento traça a situação vivida na cidade e pede que a liminar seja julgada na próxima quarta-feira.

“Quem está lá (na prefeitura), se prepara para sair. Eu que estou fora, me preparo para entrar. Isso é ruim”, reforça. O vice-prefeito, porém, garante que seu secretariado está praticamente definido. “Só faltam duas secretarias para definir”, sem citar quais são e muito menos indicar nomes.

Dudu afirma que seus colaboradores, se confirmada sua posse, vão assumir as funções com vontade de trabalhar. “Há uma perspectiva de que meu pessoal vai arregaçar as mangas e fazer tudo pela cidade. Sei que a situação financeira não deve estar muito boa, mas entrou muito dinheiro neste início de ano.”

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