Dia 13, ou melhor, sexta-feira 13, é o famoso “dia do azar”. Dia em que muitas pessoas não se atrevem a passar por debaixo de uma escada ou cruzar a rua na companhia de um gato preto e, ainda, se por coincidência astrológica neste dia estiver uma enorme lua cheia brilhando na imensidão do céu, muitos não saem nem de suas casas.
Os múltiplos ataques de 11 de setembro nos EUA que destruíram as famosas torres gêmeas se repetiram, desta vez na Espanha, e no mês de março, mas o dia continua o mesmo: 11. Este dia está se tornando um pesadelo, um terror na vida de norte-americanos e de seus aliados de guerra, está mais parecendo o “dia do azar” para os inimigos do saudita Osama Bin Laden.
Quando vi pela tv notícias sobre este último grande ataque que teve no mundo, e ao ler a justificativa dos terroristas e a forma fria com que eles se referem a Deus e à sua lei, lembrei-me de algumas cenas desta guerra que aconteceu no Iraque, das fotos de crianças mutiladas e ensangüentadas que foram veiculadas pelos jornais e pela internet, das mulheres que ficaram sem seus maridos e sem seus filhos, de famílias que foram reduzidas a cinzas. Se for olho por olho e dente por dente a lei que esses homens seguem, então vejo que a tão sonhada paz e o fim do terrorismo não virão através de passeatas ou da construção de monumentos feita com a sobra de explosões, mas sim a paz virá com a paz. O dia em que os líderes do Ocidente envolvidos nesta brutalidade deixarem o Iraque e todo o Oriente Médio, esses ataques suicidas deixarão de ocorrer. O dia do azar, então, continua sendo o dia 13, e o dia 11 é o dia da vingança, da violência e da ganância.
Marcelo dos Santos Carneiro - RG 25.312.575-3