Política

Empresário diz que sublocou máquina

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O proprietário da empresa Portal Comércio e Extração de Areia e Pedregulho, João Rays, contou, ontem, por telefone, que cedeu uma máquina para a prestação de serviços junto à Prefeitura Municipal de Bauru em 2003. Contudo, Rays afirma que não firmou contrato com a administração, mas foi sublocador de serviços através da empresa de Antonio Roberto Palharim.

O empresário confirma que manteve contatos com o vereador João Parreira (PSDB) sobre serviços prestados à prefeitura. Gravado em uma das conversas do vereador, que lhe indagou sobre suposto esquema de propina no governo, Rays preferiu não comentar o conteúdo das conversas.

João Rays esclarece que não firmou contrato de locação de máquinas diretamente com o governo, embora tenha atuado na prestação de serviços em 2003. A terceirização ocorreu em pequena parte dos serviços realizados pela empresa Palharim e Cia. “Eu emprestei uma máquina motoniveladora em 2003 para o Palharim, que tinha contrato com a prefeitura”, diz.

Antonio Roberto Palharim também está em uma gravação feita por Parreira onde fala em suposta cobrança de “pedágio” por um intermediário como condição para o recebimento de créditos junto à prefeitura. Palharim sublocou a máquina junto à Rays para a execução dos contratos de execução de obras em vias e reparos contratados pelo governo.

“Só vou falar sobre o que conversei com o Parreira depois que conhecer o conteúdo da fita. Converso com o vereador sobre vários assuntos”, conta. O advogado do empresário, Paulo Prado, reforça que seu cliente não teve relações contratuais com a administração no ano passado. Mas ele informa que a empresa prestou serviços ao governo em anos anteriores.

Segundo Parreira, Rays diz, na gravação, que foi consultado por Palharim sobre a exigência feita por um intermediário para receber créditos pendentes. Contudo, Rays não teria concordado em pagar, já que não era detentor de contrato no período.

As fitas gravadas por João Parreira relativas à denúncia de suposta propina foram encaminhadas ao Ministério Público (MP). O promotor João Henrique Ferreira está analisando o conteúdo das fitas para indicar os procedimentos de apuração para o caso.

João Parreira entregou ao MP fitas de conversas gravadas com os empresários Antonio Roberto Palharim, Antonio Vitorino dos Santos e João Rays, prestadores de serviços de locação de máquinas. A Promotoria também recebeu gravações feitas por Parreira em conversas mantidas com o secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto. O vereador diz que Duarte fala sobre “problemas na administração”.

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