Membros da comissão julgadora dos projetos aprovados na Lei de Estímulo à Cultura mostram-se satisfeitos com as propostas e dizem que as atuações não serão centralizadas. Ou seja, as atividades estariam distribuídas entre os diversos setores da cidade.
Dalva Aleixo Dias, professora do curso de Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e integrante da comissão julgadora, diz que uma das preocupações do grupo avaliador foi a de espalhar os projetos pelos bairros.
“Não está centralizado. Uma das preocupações nossas foi de que as ações não fossem eventuais. Que a gente privilegiasse as ações de formação. Privilegiamos também a distribuição da verba pelos bairros. Seria fácil que tudo acontecesse no Centro Cultural”, observa.
Dalva conta que a comissão sugeriu poucas mudanças para redistribuir as áreas de atuação. No geral, não foram necessárias muitas alterações porque as entidades culturais já apresentaram a intenção de trabalhar nos bairros. Foram feitos apenas ajustes mínimos.
“Se os projetos forem executados como foram propostos, serão bastante abrangentes. Tenho certeza de que vai beneficiar as comunidades. Isso está sob responsabilidade dos proponentes”, enfatiza.
A professora espera que nos próximos projetos aprovados outras regiões da cidade sejam contempladas. “Isso é a promoção do jovem e do adolescente na sua própria comunidade. Ele aprende lá e mostra lá o seu trabalho”, argumenta.
O produtor teatral Sivaldo Camargo, outro membro da comissão, faz ressalvas. “Nesse primeiro momento, a gente não teve projetos que vão abranger a cidade toda. Mas acredito que, daqui a um ano, isso vai acontecer. Foi o primeiro passo”, diz.
Apesar disso, Sivaldo também acredita que a população de diversos bairros será beneficiada logo nesta primeira etapa. “O projeto de hip hop, por exemplo, são 15 bairros. A (escolinha de) catira também é muito interessante e vai atingir vários bairros”, cita.