Bairros

"Viva Cultura"

Thaís Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O Núcleo 9 de Julho será foco do trabalho de artistas plásticos, músicos e outros profissionais que ministrarão oficinas no centro comunitário do bairro. É o projeto “Viva Cultura”. São atividades artísticas com objetivo de democratizar o acesso à arte e à cultura e proporcionar oportunidades de geração de renda.

Maria Terezinha Machado, responsável pelo projeto, explica que estão previstas oficinas de artes plásticas, cerâmica, papel reciclado, música e teatro, entre outras. Ela espera que os moradores do bairro mudem seus conceitos sobre cultura e sejam mais sensíveis à arte, com novas perspectivas e melhoria da qualidade de vida.

De acordo com Maria Terezinha, o Núcleo 9 de Julho foi escolhido por ser um bairro populoso carente de equipamentos culturais e com muitos bairros de perfil semelhante nas adjacências.

“O desemprego é grande, as crianças nas ruas e o centro comunitário ocioso são perfis que justificam a escolha”, argumenta a coordenadora.

O grupo já havia tido contato com a comunidade do bairro em 2003, quando promoveu exibições de filmes, oficinas de bonecos gigantes e de música. Os trabalhos não tinham periodicidade fixa por falta de recursos.

Agora, com verba da Secretaria Municipal de Cultura, a proposta é trabalhar no núcleo até dezembro deste ano, sob comando de cinco arte-educadores. Se tudo correr bem, as atividades não devem parar por aí.

Um dos objetivos é capacitar os moradores para transformar o centro comunitário do bairro num pólo cultural, gerenciado pela própria comunidade.

“Queremos formar agentes multiplicadores para dar continuidade ao trabalho. Esperamos que, depois de implantado, ele perdure indefinidamente”, enfatiza Maria Terezinha.

Adjacências

A expectativa é de que o “Viva Cultura” atraia não apenas moradores do 9 de Julho, mas também de bairros como Jardim Santa Fé, Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, entre outros. “Os bairros crescem sem planejamento e surge uma população vulnerável, com auto-estima baixa”, observa a coordenadora.

Assim como os demais projetos aprovados na lei de Estímulo à Cultura, o “Viva Cultura” receberá do Município uma verba de aproximadamente R$ 20 mil - valor máximo estipulado pela lei.

Com esse valor, o grupo pretende trabalhar na formação de cidadãos, prevenindo problemas sociais. “Acreditamos na importância da cultura na formação da cidadania e no enfrentamento das questões sociais”, observa Maria.

Para ela, a lei municipal 5042 é um grande avanço para Bauru porque deve favorecer a aproximação das entidades que trabalham com cultura na cidade, além do debate diário sobre o assunto. “Esperamos que a cidade realmente viva e respire mais cultura. É uma iniciativa bastante louvável”, avalia.

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