Saúde

Venda de clandestinos chega a 40%


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Levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) em 2001 mostrou que 42,1% da água sanitária e 30,6% dos desinfetantes comercializados no País não possuem qualquer registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). São vendidos clandestinamente, sem qualquer tipo de controle.

Esses números levaram a Anvisa a desenvolver uma cartilha para orientar os cidadãos sobre como se prevenir de produtos de limpeza clandestinos. A iniciativa tem a parceria da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla) e da Associação Brasileira de Aerosóis e Saneantes Domissanitários (Abas), além da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo.

A cartilha explica que, para serem vendidos em qualquer estabelecimento, os produtos saneantes precisam passar por um controle de qualidade estabelecido pela Anvisa. Os fabricantes são obrigados a seguir normas e procedimentos técnicos para obter autorização do Ministério da Saúde para serem comercializados.

Produtos vendidos sem essa avaliação, sem o registro da Anvisa são considerados clandestinos. Não existe qualquer prova de que são eficazes, nem de que são seguros. “Na maioria das vezes, não têm ação contra os germes e/ou não limpam as superfícies porque suas formulações não possuem ingredientes próprios para isso ou, quando os contêm, não estão em quantidades suficientes”, informa a cartilha.

Além poder causar um prejuízo financeiro, os produtos “piratas” podem, segundo a Anvisa, ser prejudiciais à saúde, causando queimaduras, problemas respiratórios, irritações na pele ou mesmo intoxicações graves. “O barato pode sair muito caro”, adverte.

Segundo a cartilha, a melhor maneira de se evitar os produtos clandestinos é ler com bastante atenção os rótulos dos produtos. Eles devem informar, entre outras coisas, quem é e onde se localiza o fabricante ou importador, devem apresentar o número de registro no Ministério da Saúde e um número de telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

A cartilha ainda traz orientações sobre como agir em caso de acidentes e pede que os cidadãos denunciem a venda de produtos ilegais.

• Serviço

A cartilha pode ser obtida, na íntegra, pelo site www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2004/110204.htm. Casos suspeitos podem ser comunicados ao Ministério da Saúde pelo Disque Denúncia: 0800-61-1997. A ligação é gratuita.

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