Algumas testemunhas que disseram presenciar a morte de Paulo Roberto da Silva Marçal, 27 anos, garantem que ele não estava armado nem resistiu à ação policial, mas mesmo assim foi baleado à queima-roupa.
“Chegaram e atiraram sem piedade. Se não é por mim, atiram até no meu sobrinho (o menor que empurrava o carro). Ele falou que estava desarmado e mesmo assim atiraram. As balas poderiam ter atingido qualquer outra pessoa. Na hora, havia crianças ao lado”, diz Salete Padilha da Silva.
Confirma a mesma versão Ramir Batista de Novaes, mecânico que iria consertar o veículo de Paçoca. “Eles iam atirar mais, mas a população chegou. Umas quatro ou cinco pessoas assistiram. Não tinham o direito de matar porque ele já estava abordado”, comenta Novaes.
Ninguém soube informar se levaria essa versão ao Distrito Policial (DP) ou à Ouvidoria da Polícia Militar, órgão que tem como atribuições ouvir, encaminhar e acompanhar as denúncias, reclamações e representações da população referentes a atos da PM.
Até o fechamento dessa edição, a Ouvidoria desconhecia o caso, mas a assessoria de imprensa explicou que abriria um protocolo assim que a ocorrência se tornasse pública.
A Ouvidoria de Polícia não tem a responsabilidade de apurar, mas através do acompanhamento, contribui para garantir agilidade e rigor nas investigações. Mantém sigilo das denúncias, reclamações e sugestões que recebe, garantindo também o sigilo da fonte de informação, assegurando, quando solicitada, a proteção dos denunciantes.
• Serviço
O telefone da Ouvidoria é 0800-177070.