Polícia

'Marçal era muito perigoso'

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Paulo Roberto da Silva Marçal, conhecido no Parque Jaraguá por Paçoca, era considerado pela Polícia Militar um homem muito perigoso. De acordo com o comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar (PM), capitão Flávio Jun Kitazume, só neste ano o Centro de Operações da PM (Copom) registrou mais de 20 queixas contra ele.

Os registros do Copom dão conta de que Paçoca constantemente fazia disparos de arma de fogo pelo bairro e ameaçava moradores da região.

“Ele tinha várias condenações de furto, roubo e porte ilegal de arma”, informa o comandante, com quatro boletins na mão. O último deles, registrado no dia 7 deste mês, é referente à uma comunicação de disparo de arma de fogo. Outros dois são relativos à ameaça de morte contra um PM de São Paulo e direção perigosa.

“Levantamento feito nos últimos quatro meses mostra que aquela região é foco de violência, motivo pelo qual estamos intensificando o policiamento, o que já estava acontecendo. Eu já tinha preparado um esquema para esta ou no mais tardar na próxima semana”, destaca Kitazume.

Uma das medidas será instalar no local a base móvel com quatro policiais fortemente armados. A ação visa coibir as ocorrências que, só neste ano, superam a marca dos 40, sendo 16 de roubo, dez de furto, dois homicídios (com o atual), uma tentativa de homicídio, três lesões corporais, além de outras de natureza diversa.

“Aquele trecho é mal iluminado propositalmente (as lâmpadas são quebradas) para favorecer a prática de delitos”, diz o comandante. Concordam com ele dois moradores do Parque Jaraguá, que preferiram não se identificar. Eles confirmaram a periculosidade de Marçal.

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