Polícia

Irmão de Paçoca teria sido morto pelo mesmo policial

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O mesmo Policial Militar que durante o confronto de ontem teria atirado contra Paulo Roberto da Silva Marçal, o Paçoca, teria participação no conflito que resultou na morte do irmão do rapaz há sete meses. Adenilson da Silva Marçal, 19 anos, também teria morrido em suposto confronto com policiais, em frente à casa dele, no Parque Jaraguá, informa o 1º Distrito Policial, onde o primeiro inquérito ainda está tramitando.

Na época, os policiais informaram que Adenilson estava apontando duas armas em direção a um outro jovem, e ao receber ordem para jogá-las no chão efetuou dois disparos, que foram revidados. Ele foi ferido nas pernas e na barriga. A família contesta a versão.

“O mesmo policial que matou Adenilson matou Paulo. Ele disse que ia matar mesmo. Todo dia ameaçava”, diz a mãe dos dois, Rosa de Fátima Silva Marçal.

A informação é negada pela Polícia Militar que, após a primeira ocorrência, afastou o policial da ronda na região por três meses. Depois, ele foi mantido na área por ser experiente.

“Ele não é fixo no Jaraguá, tem escala. Não existe rixa pessoal”, explica o comandante da 3ª Companhia da PM, capitão Flávio Jun Kitazume. De acordo com ele, como é de praxe, o PM será submetido à avaliação de uma psicóloga.

Simultaneamente, o caso será apurado por oficiais de outra unidade durante um inquérito policial militar, como acontece com ocorrências envolvendo morte durante confrontos.

Paçoca foi atingido por quatro projéteis, informa o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Ivan Segura. Segundo ele, dois transfixaram os antebraços direito e esquerdo e outro se alojou no ombro direito. A bala fatal atingiu o tórax e perfurou o pulmão e os vasos do coração, provocando hemorragia aguda.

“Provavelmente esse disparo penetrou na região posterior e saiu pela frente, mas precisamos de outros exames para confirmar”, conclui Segura.

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