Tribuna do Leitor

Bigúmea a incubináculo


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Fui direto ao meu dicionário portu-guês legítimo (Porto Editora) à procura das duas palavras acima, empregadas pelo professor Alexandre Benegas no seu interessante artigo “Sintonia Certa!” (JC-21/3). “Bigúmea” não achei, pois o dicionário registra apenas o masculino: “bigúmeo”; e seu feminino deve ser algo como a lâmina gilete. Já “incunábulo” diz respeito, por exemplo, ao que Gutenberg andou imprimindo com seus tipos móveis. É isso aí, a nossa Língua Portuguesa é estupidamente rica, e guarda, pelo menos nos grandes dicionários, palavras-relíquias, talvez ainda dos tempos dos primeiros calepinos (nada a ver com as calipígias - abundantes na televisão que tanto se aprecia ...). Já os minidicionários, geralmente, registram mais as palavras de uso corrente na atualidade. Se bem que o Antonio Olinto registra o verbete “incunábulo”, limitando-o até 1500. Ano em que Caminha escreveu a primeira reportagem sobre o Brasil, numa linguagem toda diferente da que se usa hoje em dia. Peço desculpas ao professor Benegas por haver descolado duas das suas preciosíssimas palavras para o título deste pequeno texto. Afinal, o professor Benegas mandou a gente pensar no que ele escreveu. E escreveu bem.

Omar Barreto - RG 5.663.388-9

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