Em setembro do ano passado, depois de passar 37 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) praticamente em estado terminal, o dentista Heraldo Riehl recebeu um coração através da lista nacional de transplantes. Atualmente, ele realiza palestras em entidades, contando os problemas pelos quais passou e informando sobre a doação de órgãos.
“Minha vida dependia de medicamentos e tudo mudou radicalmente depois do transplante. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, eu tenho chance de sobreviver nos próximos dez anos de pelo menos 70%”, comenta.
Ele conta que já conhecia a campanha de doação de órgãos e que a família doou os órgãos de sua mãe, quando ela faleceu em 1991. “Três dias depois, recebemos um telefonema de uma pessoa que tinha recebido as córneas da minha mãe e tinha voltado a enxergar. É por isto que eu divulgo a doação de órgãos com as palestras”, comenta Riehl.