Jaú – O pedreiro Alexandre Ricardo da Silva, 27 anos, foi preso em flagrante anteontem à noite em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) com 680 gramas de crack. De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), Euclides Salviato Júnior, essa foi a maior apreensão de crack registrada este ano no município.
A prisão ocorreu por volta das 20h, no quilômetro 140 da rodovia SP-255 (Comandante João Ribeiro de Barros). O acusado, que trafegava com a motocicleta Strada, placas CWR-0349, de Jaú, estava transportando a droga dentro da calça.
Depois de receber uma denúncia anônima, a Polícia Militar deslocou-se até a rodovia e interceptou Silva. A droga estava distribuída em 13 pacotes.
Segundo o delegado, o pedreiro afirmou que teria adquirido o crack anteontem em Araraquara, acompanhado de um segundo acusado, o traficante conhecido como “ratinho” (o nome completo não foi divulgado pela polícia). Na viagem para Jaú, Silva teria voltado sozinho de motocicleta e “ratinho”, que seria o proprietário da droga, retornado de ônibus. Até ontem à tarde, o segundo acusado não havia sido localizado pela polícia.
Silva teria afirmado que entregaria a droga a “ratinho”, em Jaú, e ganharia pelo transporte cerca de R$ 1,8 mil. Segundo o delegado, o crack seria vendido na cidade.
O pedreiro, que é morador de Araraquara, foi preso por tráfico de entorpecentes, cuja pena prevista vai de três a 15 anos de prisão. Ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Jaú.
Salviato afirma que o outro suposto traficante, “ratinho”, teria saído da cadeia recentemente. O delegado instaurou um inquérito para apurar o caso e deve pedir a prisão preventiva do acusado.
Salviato afirma que cada grama de crack é vendida, em média, a R$ 50,00.