Tribuna do Leitor

100 anos da família Scrittore no Brasil


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Os erros nos registros brasileiros são tantos que somente tendo a certidão de nascimento do italiano em mãos para corrigir e suprir as informações necessárias. Pense na situação de chegada de nossos antepassados. Em sua maioria eram analfabetos e comunicavam-se quase unicamente em dialeto. Eles eram os “sem-terra” italianos do período na Itália e a colonização foi a reforma agrária deles, só que feita em outros países. Para agravar, os registradores brasileiros da época, além de contar com poucos recursos, não compreendiam o italiano e, portanto, na maioria dos casos, escreviam o que entendiam foneticamente, alterando nomes e sobrenomes, até torná-los praticamente irreconhecíveis.

Há nomes que possuem tantas variáveis que daria um capítulo à parte. Vejam o exemplo do nome Sabbattino, Sabattino, Sabadino, Sabatino, Sabadini, só Dino ou até mesmo Tino, todos podem ser o mesmo cidadão, com letra dupla ou não, em italiano ou português ou, mesmo, dependendo do registrador em latim. Os sobrenomes também têm a mesma sorte. Outro caso comum é ligado ao costume dos italianos de registrar os filhos, por exemplo, com um nome no cartório: Gennaro e com um ou mais nomes na igreja: Giovanni Gennaro. Então, se o rapazinho é parecido com o tio Gennaro, todos em casa o chamam de Gennaro e, ele próprio, nunca fica sabendo que na verdade no cartório ele é Giovanni.

Parece loucura? Mas é mais comum do que se possa imaginar e acontece até hoje. A família Scrittore, passou por coisa parecida. Só então depois de dois ou mais anos de pesquisas, descobrimos nossos parentes na Itália, a forma correta do sobrenome Scrittore e também o local de nascimento dos nossos antepassados. Apesar de todas as variadas formas de Scrittore que tem aqui no Brasil, somos descendentes de uma só família (Escriptor, Escriptore, Scriptor, Scriptori, Scriptore e etc.).

Valter Fontana Scrittore - RG 6.273.637

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