• Luz nas energéticas
O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) está entrando a fundo na questão das empresas de energia elétrica do Estado de São Paulo, suas relações comerciais com os governos municipais e consumidores em geral. Chamou a atenção do parlamentar, há alguns meses, matérias veiculadas pelo JC sobre as negociações entre a Prefeitura de Bauru e a CPFL, que até hoje não foram acertadas.
• Campos do Jordão
A partir de comissões temáticas da Assembléia Legislativa, Tobias vai fazer uma levantamento do que há de problemas envolvendo as distribuidoras de energia. Ele visitou recentemente a região de Campos do Jordão para verificar, in loco, situações relacionadas ao descompasso ainda existente nas relações do setor com as comunidades locais e regionais.
• Leitor perplexo
Um leitor que definiu-se como “bauruense nato” ligou ontem à redação do JC para expor sua perplexidade diante dos fatos políticos de Bauru. “Quando pensamos que acabou, mais uma notícia surge indicando desinteresse pela cidade. Depois de dez anos entre denúncias e polêmicas envolvendo a classe política local, não sabemos em quem confiar”, desabafou.
• Questionamentos
É com base nas disputas políticas envolvendo partidos e eleições, que ele lança três perguntas. A primeira diz respeito à oposição: se o vereador João Parreira (PSDB) agiu pelo bem de Bauru e tinha as gravações desde o ano passado, por que somente agora veio a público divulgá-las?
• Uma resposta
Parreira já havia sido chamado a responder a esta indagação. Ele argumenta que denúncias com tamanha gravidade exigem tempo de preparação, verificação e produção de provas. O parlamentar teve que dedicar os últimos quatro meses somente para o levantamento desse caso. E só agora conseguiu depoimentos que levem às possíveis irregularidades de propina.
• Mais perguntas
As duas outras perguntas envolvem a ‘situação’. Se o prefeito Nilson Costa (PTB) ouviu Raul Gomes Duarte Neto depor contra a administração, por que somente decidiu exonerá-lo dias depois e não imediatamente após a veiculação do diálogo? Por que o prefeito insiste em confiar em Milton Dota Jr. (PTB) mesmo depois dele ter feito inúmeras denúncias contra a administração, dando-lhe direito, inclusive, de fazer indicações para cargos no primeiro escalão, tidos como de extrema confiança?
• Ducha de água fria
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estabelecer em 15 o número de vereadores das Câmaras Municipais de cidades com até 333 mil habitantes caiu como um balde de água fria no meio político. A redução vai acirrar ainda mais a disputa por uma cadeira no Legislativo de Bauru, hoje com 21 assentos.
• Substituições
Por falar em substituições, o governo municipal passa a se preocupar não só com a indicação de um novo titular para a área de Finanças, já que Maria Inês Sander novamente ocupa a vaga de forma interina. O chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, anuncia na página 7 da edição de hoje que vai se afastar para pleitear sua indicação como pré-candidato a prefeito pelo PPS.
• Regra eleitoral
É que os ocupantes de cargos comissionados precisam se desvincular das funções até 3 de abril, conforme a lei eleitoral exige, se quiserem ser candidatos neste ano. Situação idêntica vive a titular da Sebes, Darlene Tendolo, que também confirma que vai participar da chapa de mulheres candidatas pelo PC do B à Câmara.