Novo pleito eleitoral vem se aproximando rapidamente e todo o amplo manancial de votantes do país está sendo convocado para, mais uma vez, comparecer às urnas e expressar suas preferências entre os milhões de candidatos que se lhe serão apresentados pelos inúmeros partidos. Portas abertas, mesas libertas e fichários desimpedidos, os cartórios especializados, existentes em vilas e cidades, já vêm trabalhando com afinco na inscrição de novos eleitores, de sorte a colocá-los condicionados a se apresentarem aos postos receptores de seus votos no outubro que vai acontecer mais uma vez na história eleiçoeira nacional. Entre os que poderão ser admitidos como novos eleitores se incluem aqueles adultos, que nunca o foram por diversas razões, e os jovens agora com idades liberadas pela legislação específica para que se ponham no caminho da democracia, baseados na consciência política até então adormecida para tais contingentes. Não podem deixar de fazê-lo, a pretexto nenhum, para que venham a colaborar no processo de renovação das estruturas sócio-políticos, das quais a nação não pode abdicar, carente que é de um regime pluralista, no qual todas as correntes de opinião sejam ouvidas, representadas e concorram para que, através dessa nova eleição e posteriores, possa o Brasil deixar de ser o mesmo, eivado de problemas de todos os tamanhos, ganhando mais pujança econômica, mais justiça social e, naturalmente, liberte-se da manipulação governamental estrangeira, alicerçando, como se sabe, nos milhões de dólares e euros que esta enorme nação lhe deve. Mais uma vez, portanto, vai o país passar para a sua volumosa juventude, ora com mais espaço etário para votar, e novos eleitores adultos, a patriótica missão de plasmar outras veredas político-administrativas e nelas palmilhar corajosamente, vocacionados para lhe transmitir o progresso que impera em outras nações e, consequentemente, colocar a população no topo da modernidade que monitoriza a vida dos outros povos e não pode eternizar-se por lá, tendo de vir também para a nossa terra. Está chegando a hora de muitos jovens adentrarem o quadrilátero dos ringues do pugilismo eleitoral. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
"Todos quantos procurarem exercer com total firmeza a sua vocação e a sua eleição jamais . II Pedro 1.10".