Bairros

PAI normaliza atendimento

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O volume de atendimentos no Pronto-Atendimento Infantil (PAI), reinaugurado há uma semana, já é equivalente ao registrado antes da reforma que interditou o prédio por sete meses. Não fosse a desinformação de vários pais, o número de crianças encaminhadas para lá poderia ser ainda maior.

“Como (o PAI) sempre estava fechado, desta vez nem perdi meu tempo, vim para cá direto. Não sabia que já estava funcionando”, confessa Izaura de Oliveira, que saiu do Parque Jaraguá com seus dois filhos rumo ao Pronto-Socorro do Bela Vista.

Assim como ela, outras quatro mães consultadas pelo JC também desconheciam a retomada das atividades do PAI.

“Se o atendimento fosse muito menor, (estranharíamos). Mas desde o segundo dia (da reabertura) voltou ao que era antes. Fazemos de 240 a 270 atendimentos por dia. A média do (PS da Vila) Ipiranga (para onde o atendimento de urgência e emergência foi deslocado) era de 170”, esclarece o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, João Sérgio Carneiro.

Os números oficiais contrastavam com a realidade verificada pela reportagem ontem à tarde no PAI. Por volta das 14h, apenas uma criança aguardava atendimento. Meia hora depois, o número subiu para três.

“Isso aqui sempre esteve lotado. Meu filho já esperou três horas para ser atendido”, conta Amilton Correia de Macedo, que procurou o Pronto-Atendimento Infantil ontem à tarde porque seu filho Mateus estava vomitando.

Para Carneiro, a tranqüilidade elogiada pelas famílias não passa de uma eventualidade. O clima de calmaria era o mesmo nos prontos-socorros da Vila Ipiranga e da Núcleo Mary Dota, desfalcados de pediatra. No entanto, no PS Bela Vista, o trânsito de pessoas era intenso.

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