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A elas que são tudo...


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O terceiro mês do ano está chegando ao seu final e, com ele, o período consagrado internacionalmente à mulher. Fecha-se com chave de ouro porque conseguiu que, durante seus 31 dias, por sinal velozes e chuvosos, as sociedades tributassem ao belo sexo homenagens não só em quantidades maiores que as dos outros anos, mas, também, notadamente significativas, com as quais foi brindada solenemente a imagem querida de tantas mulheres: nossas mães, nossas esposas e nossas filhas!

Por que as homenagens? O que é a mulher no contexto da vida para fazer jus inteiramente a elas? Seria por ser rainha poderosa nos reinados, princesa absoluta nos principados e dona incontestável dos lares? Não, unicamente não, pois ela é, antes de tudo, parceira emérita do homem na reprodução humana e, conseqüentemente, no ininterrupto desenvolvimento da humanidade. Constata-se isso numa análise profunda que se faça de sua preciosa existência, merecendo, portanto, o título de companheira devotada do varão, como sendo aquela que, sem dúvida, tem sob sua responsabilidade diária o domínio de um enorme acervo de atribuições, além de estimular o nascimento e o crescimento da espécie. É o belo sexo figura totalmente elogiável, com direito, então, às preciosas honrarias que neste seu mês internacional o mundo lhe presta com todo carinho, num preito aos seus sagrados predicados humanos e respeito à sua claríssima dignidade, não apenas na condição de feminino do homem e canal direto da vida. Ela é muito mais, surgindo como mulher-mãe, mulher-filha, mulher-coração, mulher-carinho, mulher-jovem, mulher-dedicação, mulher-generosa, mulher-afeição, mulher-luta, mulher-garra, mulher-sabedoria, mulher-apaixonada, mulher-consagrada, mulher-compromisso, mulher-competência, mulher-inteligência e mulher-amor, mas, também, mulher-excluída, mulher-difícil, mulher-sofrida e mulher-desrepeitada.

É ela que, como dizem os receituários, em seus lábios usa a verdade, em seu rosto a alegria ou a tristeza, em sua voz a oração, em seus olhos a simpatia, em suas mãos a caridade e em sua atitude a retidão de caráter. Por tudo isso, então, pode ela manter enfeixadas em seus corações as homenagens com que todos a saudam. Parabéns para elas que são tudo! É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

"Fazer de cada momento uma vida e da vida inteira um único momento, isto é felicidade!" (Schneider).

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