Política

Sindicalista defende a manutenção de bares perto de escolas após aprovação de 'lei seca'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru e Região, Francisco Pereira de Andrade, defendeu ontem que os estabelecimentos instalados na área de segurança de 100 metros de escolas permaneçam em funcionamento mesmo após a aprovação da ‘lei seca’ pela Câmara Municipal.

Anteontem, o Poder Legislativo aprovou projeto de lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade nos bares e similares que estiverem instalados a menos de 100 metros de escolas públicas e privadas. A proposta, porém, não determina o fechamento dos estabelecimentos, desde que que cumpram a determinação.

“Sou favorável a lei, só que, acredito eu, os proprietários dos estabelecimentos que já estão na área têm direito adquirido. Se a prefeitura retirá-los, vai ter que indenizá-los”, avisa.

Segundo ele, a direção do sindicato acompanha a situação de perto. “Se houver tentativa de fechamento desses estabelecimentos, vamos agir.” Andrade afirma que é contra a venda de bebida alcoólica a menores em qualquer lugar da cidade.

“É preciso mesmo combater esse abuso. Acho certo. Se todo mundo colaborar, a situação vai melhorar”, analisa. O sindicalista diz que foi bastante procurado pelos sócios que queriam saber a posição da entidade.

A emenda que deixa de fora da lei as churrascarias, pizzarias e restaurantes foi recebida por Andrade como um recurso discriminatório. “Qual a diferença do bar e da churrascaria? Os dois vendem bebidas. Acho que não tem nada a ver.”

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