Turismo

É doce viver em Alagoas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

O grande destaque hoteleiro em Maragogi, sem a menor sombra de dúvida, é o Salinas do Maragogi, um dos resorts mais completos e agradáveis do País.

Piscinas naturais, água cristalina, muito sol, coqueiros e manguezais (o rio Maragogi passa por ali), são alguns dos atrativos que fazem do hotel um dos expoentes no Nordeste.

Planejado nos anos 80 para garantir conforto e funcionalidade, o Salinas foi construído de modo integrado à paisagem, proporcionando em sua ampla área verde a sensação de pleno contato com a natureza.

Além das galés de Maragogi e da praia em frente ao resort, o visitante pode percorrer outras praias igualmente paradisíacas da região, caso da praia de Barra Grande, de Maragogi e Peroba.

Com paisagem belíssimas, a praia da Barra Grande reserva passeios por areias alvas e brilhantes e é também muito procurada por turistas que querem observar de perto um dos principais cenários históricos da cidade de Maragogi, palco da expulsão dos invasores holandeses.

Contando com boa infra-estrutura, o local oferece ótimas opções de pousadas e hotéis, com preços acessíveis e bastante diversificados.

Por sua vez, a praia de Maragogi é a praia urbana da cidade. Conta com orla estruturada, com pousadas, hotéis, bares e restaurantes.

Excelente para banhos calmos e sossegados, o local é indicado para saudáveis caminhadas ao sabor do vento.

Com piscinas naturais que são verdadeiros tesouros submersos, a praia de Peroba é ideal para os praticantes de mergulho, principalmente quando a maré está em sua fase mais baixa.

Extremamente límpidas e de um azul fascinante, as águas de Peroba oferecem banhos calmos, apesar de, às vezes, na maré alta, o mar ficar bastante agitado - nesse período é bom tomar cuidado.

Além de oferecer uma boa estrutura hoteleira aos visitantes, com pousadas aconchegantes e confortáveis, o povoado tem, ainda, outra opção de acomodação: o camping.

No bar e restaurante da Zeza é possível encontrar áreas para acampamento, com banheiro e água encanada.

Os preços variam de acordo com a permanência e com a quantidade de barracas.

* Colaboração: Troféu Lagoa Mar e jornalista Antônio Noya

• Serviço

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Engenhos e o cheiro da cana

Pertencente no passado à capitania de Pernambuco, a região de Maragogi conserva vestígios da antiga ocupação francesa e das grandiosas fazendas de cana-de-açúcar.

Hoje, alguns antigos engenhos de açúcar viraram atração turística, como o Marrecas de São Gonçalo, com a preservada casa do senhor de engenho do século 18.

O Guia Quatro Rodas dá uma dica para quem pretende visitar suas acomodações: “Sinta-se, pois, um verdadeiro coronel e ordene aos criados que toquem a charrete entre os canaviais e a mata atlântica para um belo banho de bica”.

O Marrecas, pertencente ao mesmo grupo do resort Salinas de Maragogi, se transformou em um hotel fazenda. Construído em localização privilegiada, numa grande área verde entre a Mata Atlântica e os históricos canaviais, a fazenda vai além do ecoturismo, proporcionando aos hóspedes lazer rural e os encantos das praias do litoral Norte alagoano.

Percorrendo a estradinha de terra que corta um trecho de canavial do distrito de Maragogi, deixando para trás o asfalto da rodovia AL-101 Norte, o visitante já pode ter uma idéia do que o espera adiante.

Aqui e ali, alguns homens e mulheres dedicam-se à secular tarefa do corte da cana, outros sobem nos altos coqueiros em busca do seu fruto, enquanto vaqueiros perseguem bois desgarrados.

São cenas comuns da vida no campo, que remetem à sensação de engenho emoldurado por uma fascinante paisagem.

No alto de uma verde colina, o belo conjunto arquitetônico reina imponente, dando uma sensação de volta ao passado.

Ao seu lado um bloco de apartamentos e uma pequena igreja, rigorosamente construídos dentro das características da época, completam o cenário.

A solidez das construções

Conforme citações históricas, já em abril de 1817, Nicolau Paes Sarmento, capitão-mor da Real Vila de Porto de Pedras, em despacho de campanha, citava o Engenho Marrecas como propriedade de Antonio Holanda Cavalcante.

A alvenaria das paredes, cuja largura varia entre 70 e 90 centímetros, construída em arenito da região, os tijolos manuais que guardam as marcas dos dedos dos operários e os vazios preenchidos em argila solta, identificam, até hoje a solidez das edificações do século 18.

A arquitetura do frontispício é rara no Nordeste brasileiro e talvez em todo o Brasil colonial.

As arcadas centrais em estilo mourisco compõem, com as laterais em colonial português, um conjunto eclético de rara beleza.

Construído numa colina a 30 metros do nível de um grande vale coberto por canaviais e rodeado pela Mata Atlântica, o preservado casarão permanece como sede da fazenda, sendo habitado por seus proprietários.

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