Visitar Maceió é sempre um prazer. A Capital alagoana é aconchegante para visitantes de todas as partes, e em especial para os paulistas que se tornaram figurinhas fáceis em Jatiúca, Pajuçara, na praia do Francês e no bairro do Jaraguá, que exala história e cultura.
A melhor maneira de se conhecer a cidade é contratando os serviços de guias turísticos que trabalham para a Aeroturismo e Transalagoas. Isso porque eles se encarregarão de levá-lo às duas Maceió: a alta (dos mirantes) e a baixa ( do bairro do Jaraguá, dos piscinões e do mar azul turquesa cuja cor lembra o Caribe.
A visão lá de cima é deslumbrante: o mar ou as lagoas que deram nome ao Estado. Há vários mirantes espalhados pelas ladeiras da Catedral, dos Martírios, do Brito, e outras menos famosas, mas igualmente providas de praças e mirantes.
Ou seja, Maceió vale a pena. Para qualquer lado que se olhe há sempre uma paisagem com vista para o mar ou para a lagoa. Não é preciso sair de lá para ser feliz.
Assim como é possível fazer belos passeios rumo ao litoral Norte (onde fica Maragogi) ou Sul, hospedando-se na Capital.
O dia começa cedíssimo por lá. Às cinco e meia da matina, ele atravessa a cortina do quarto, anunciando a boa nova. Às sete horas da manhã, o sol está fervendo e a agitação corre nas praias. Já no final do dia, é só conferir o pôr-do-sol na orla e a tranqüilidade que reina na beira das lagoas: Manguaba e do Mandaú (a segunda maior do Brasil).
O “transetê” na orla é uma delícia para as pernas dos praticantes de “cooper” e para os olhos dos mais sedentários que preferem se deliciar nos inúmeros quiosques com o caldinho de sururu, que faz velho virar moço por conta dos nutrientes do marisco típico da região.
Ponta Verde e a tapioca
O lugar mais disputado de Maceió é a Ponta Verde, onde o metro quadrado é valorizadíssimo. É neste trecho que também ficam excelentes hotéis, como o Mar Maceió, o Meliá e bem na ponta, o Jatiúca, este já no caminho entre Jatiúca e Cruz das Almas (onde também fica o Ritz Lagoa da Anta, que hospedou há poucos dias o presidente Luís Ignácio Lula da Silva.
Em frente aos hotéis e apartamentos, a moçada bronzeada caminha, paquera, anda de bicicleta e de patins.
Lugar para quem quer ver ou ser visto ou apenas tomar um caldinho, beber uma cerveja ou uma água de coco ou se entregar aos prazeres das tapiocas.
Entre Ponta Verde e Pajuçara estão instaladas as barracas das mulheres que fazem a delícia, com os mais inusitados recheios. Nelas, há tapioca com queijo de coalho, banana, presunto e queijo, doce de leite, goiabada etc. e tal.
A boa tapioca tem que ter massa fininha. Há excelentes lugares para prová-la em Maceió, com destaque para a barraca que fica do lado do restaurante Lampião, lugar mais que certo para quem quer ensaiar os primeiros passos do forró alagoano.
Seguindo da Ponta Verde em direção ao Centro e ao litoral Sul, chega-se na vizinha praia de Pajuçara, cujo cartão-postal são as inúmeras jangadas que levam os visitantes às piscinas naturais, distantes dois quilômetros da costa.
Assim como ocorre em Maragogi, há horário estabelecido para se banhar nos piscinões. A dica é checar o horário das marés antes de marcar o programa.
Nos piscinões cercados por arrecifes, garçons com água até a barriga servem os turistas com quitutes e bebidas variadas.
A Pajuçara também é famosa pela venda de artesanato. Ao lado das jangadas funciona a feirinha com dezenas de barracas que vendem camisetas, roupas, bijouterias, cestos de coruripe feitos em palha de ouricuri, peças de barro, como jogo de damas com Lampião e Maria Bonita “no papel” de rei e dama e, ainda, redes, tapetes arraiolos de Pilar, as prestigiadas esculturas de animais em madeira feitas em Boa da Mata e renda de todo tipo: labirinto, rendendê, ponto cruz, bilro e filé.
De dois anos para cá, outra “feirinha”, mas desta vez coberta, passou a funcionar em Maceió, a Cheiro da Terra, bem ao lado do hotel Meliá, para delírio da mulherada que se amarra em compras.