No JC de hoje (30/3), em sua página 7, observei duas notícias que me chamaram a atenção: Trânsito: recorde - 9 mortes em três meses. Cabe-me a seguinte observação.
Embora tenhamos em nossa cidade um policiamento permanente, rígido e às vezes até chato de tão eficaz, estamos batendo esse recorde negativo e muito triste. A verdade é que somente a eficácia do policiamento é insuficiente. Temos inúmeros problemas de ordem administrativa. São placas mal colocadas, parada de ônibus em locais absurdos, ruas esburacadas e principalmente motoristas de má qualidade, pelo menos a maioria deles. Vou dar um exemplo: transite em qualquer horário pela av. Duque de Caxias; avenida bem sinalizada, de bom piso e de trânsito rápido (teoricamente). O motorista trafega a baixíssima velocidade pela esquerda. Você buzina, acende a luz, grita, fica louco e ele não sai. Aí você sai para a direita e se ele não te fechar, você, ao emparelhar com ele pode ser xingado, pois o mesmo não sabe que ultrapassagem só pode ser feita pela esquerda. Isso é falta de orientação, pois há tempos atrás quando o centro de treinamento era mais usado era comum carros de auto-escolas dirigidos por alunos monitorados pelo instrutor praticar o exposto.
Mas parece que a Delegacia de Trânsito já está mudando as regras, endurecendo e esperamos melhores safras de motoristas no futuro. Isso que citei na Duque de Caxias acontece em todas as avenidas de trânsito rápido, tais como: Elias M. Maluf, Nuno de Assis, Aureliano Cardia, etc.
Já em relação a outra nota na mesma página é alarmante que hoje em 90 dias já tenhamos registrado 16 homicídios. E mais uma vez vou inocentar a polícia. Bauru tem um policiamento constante, presente e eficiente tanto da polícia civil como da militar. Temos um policiamento Dig-Garra, modelo no Estado.
Vi semana passada na TV que 80% dos homicídios estão relacionados à droga e que no Brasil a população morre muito mais na rua do que países que estão em guerra civil declarada. Em suma, estamos em guerra civil enrustida.
Que saudade dos “anos de ferro” da ditadura militar. Andávamos na rua sem medo, mas o Lula disse que não tem crise. Ele manda a polícia fechar bingos, combater as máquinas e o jogo do bicho enquanto nossos eficientes policiais são insuficientes no combate ao crime organizado. No meu ver, se este governo que ainda está na festa de posse não tomar posições firmes e maduras sem demagogia (pois o povo não é bobo e sabe perfeitamente distinguir a diferença enorme que tem bingo de prostituição infantil, que segundo o presidente é a mesma coisa) a coisa ficará feia.
Jogo tem que ser liberado, vigiado. Geraria mais empregos e mais divisas. Se o Brasil recuperasse o que os brasileiros já perderam em cassinos de outros países, com certeza não deveríamos nada a ninguém. Proibir o jogo é, na minha opinião, burrice, sem limites. Grato pela publicação.
Vítor Rodrigues Ruiz - RG 11.225.892