A Juventude Popular Socialista (JPS) - braço político do PPS - vai protocolar na Câmara Municipal na segunda-feira pedido de Comissão Processante (CP) contra o vereador João Parreira (PSDB). A informação é do presidente do órgão, Fernando Jabur.
O decreto lei 201/67 determina que o processo seja discutido e votado no dia da sessão legislativa. A votação só poderá ser adiada se o relator da Comissão de Justiça, Legislação e Redação - designado na hora - pedir prazo regimental para avaliar a matéria.
Segundo Jabur, a militância da JPS se reuniu ontem para discutir o assunto. “Em conseqüência de várias atitudes adotadas pelo vereador João Parreira de Miranda, incompatíveis com aquelas que devem pautar a vida de um cidadão, muito menos a de um cidadão/vereador, vamos pedir à Câmara Municipal que adote contra esse edil as medidas regimentais cabíveis”, anunciou.
Parreira gravou vários diálogos com membros da administração do prefeito Nilson Costa (PTB). As conversas apontam para denúncias de irregularidades, como cobrança de propina e negociações de cargos para evitar a aprovação da Comissão Processante do Feijão.
”Independente das divergências e embates eminentemente políticos, nos quais estamos envolvidos bilateralmente no dia-a-dia e muitos dos quais se podem relevar, é inquestionável e de conhecimento de toda a classe política e da população bauruense que o vereador cultiva ódio contra o prefeito de Bauru e mantém perseguição contra o chefe do Executivo e integrantes de seu governo”, avalia o presidente da JPS.
Ele explica que, em decorrência disso, Parreira desenvolve atividades que extrapolam o seu direito de fiscalizar a administração municipal. “João Parreira, no entanto, já está provado, não é um cidadão cumpridor de suas obrigações como munícipe. Com sua empresa, é devedor de IPTU relativo a cerca de 2 mil lotes de terrenos de sua propriedade. Isso provoca prejuízos aos cofres municipais, pois, com esses recursos, a prefeitura poderia realizar muitas benfeitorias em favor da
população”, diz.
Jabur chama a atenção para o fato de os terrenos do parlamentar encontrarem-se sem capinação, com mato alto e sem calçadas. “Eles integram a especulação imobiliária de interesse do vereador e também provocam um grande atraso nas regiões onde estão localizados”, critica.
Na avaliação do presidente da JPS, Parreira também tentou intermediar pagamento a empresário credor da prefeitura, uma atividade sabidamente proibida a vereador. “Por esses motivos, a JPS de Bauru está solicitando providências do Poder Legislativo contra esse vereador.”
João Parreira não foi localizado para comentar o assunto. Ele está em viagem e só deve retornar a Bauru amanhã.