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Engenheiro propõe controle do efeito estufa para eliminar fome

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O engenheiro agrônomo Paulo Tanaka, pós-graduado em meio ambiente pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), defende que o fim da fome no mundo poderá ser conquistado através do combate à desertificação e do controle do efeito estufa. Ele acaba de lançar o livro “Fim da fome ... será possível?” (Editora Sena, 233 páginas).

Tanaka acredita que se os governos não combaterem com eficiência a desertificação e o efeito estufa, a humanidade vai sofrer com a falta de água para suas ações no dia-a-dia, com o conseqüente aumento da população que será vítima da fome.

O engenheiro apresenta números assustadores. Cerca de um quinto da população do planeta - aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas - passa fome. Ele acredita que esse número vai aumentar ainda mais devido à expansão da economia da China.

“A partir do momento que uma população paupérrima passa a ter um rendimento melhor, automaticamente melhora a qualidade da sua alimentação e ocorre a troca dos alimentos vegetais pelos animais. Isso vai provocar o aumento da produção de carne. Para se produzir mais carne, será necessária o aumento na produção de grãos”, explica.

No seu livro, o engenheiro cita que anualmente mais de 20 milhões de pessoas morrem de fome ou de falta de água potável. “As florestas continuam perdendo terreno a um ritmo de 10% de sua área total, a cada década”, alerta.

Tanaka ressalta que as emissões de gases do efeito estufa continuam crescendo. “São 7,2 bilhões de toneladas por ano só de dióxido de carbono, além do metano, óxido nitroso, hidrofluorcarboneto, hexafluoreto de carbono, entre outros”, cita.

O engenheiro explica ainda que o aquecimento global é a grande ameaça da estabilidade climática. “O degelo da calota polar que aumenta o nível do mar já põe em risco as cidades da orla marítima. A expansão de áreas em processo de desertificação afeta mais de 1,2 bilhões de pessoas no mundo. Uma área do tamanho da França é acrescida todo ano como sendo climaticamente árida ou semi-árida”, complementa.

Dividido em nove capítulos, o livro de Tanaka é uma obra que abrande ficção científica, política e religião. O autor defende entre outras medidas propostas pela comunidade internacional, a criação de um grupo executivo, dentro da Nações Unidas, com a finalidade de combater a desertificação do planeta.

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