Eles não escolhem quem atingir. São invisíveis, estão por toda a parte, no meio de nós. De repente, um estrondo. Resultado: corpos espalhados, pânico, muitas pessoas feridas que esperam por socorro. As últimas vítimas iam para o trabalho ou estavam a passeio. Passeio para a morte. Compraram o bilhete do trem para uma viagem. Sem volta. O ataque ocorrido no dia 11 de março em Madri (novamente nesse dia, será coincidência?), mostra-nos que o terror está mais vivo do que nunca e que outros alvos serão atacados. A cada ataque, novas idéias, novos planos são discutidos pelos chefes e parlamentares dos países, que se dividem a respeito do que deve ser feito.
Enquanto os EUA e os seus aliados do bloco Atlantista (Inglaterra, Espanha e Itália) procuram caminhos bélicos para combater o terror, o novo premiê espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, tem o apoio da França e Alemanha e vai ganhando novos adeptos à resolução dos problemas por meio político. Sabe-se que a situação dos EUA no Iraque não é boa, pois o povo iraquiano está revoltado com a perda do poder, assim como a permanência das tropas militares norte-americanas em seu país. Por isso, nada mais coerente seria que os EUA procurassem outros caminhos, objetivando evitar novas ações terroristas. Mas com Bush no poder, isso se torna quase impossível.
O mundo aguarda ansiosamente o próximo capítulo desse filme que, até agora, só nos trouxe temor. A luta promete continuar, infelizmente. O que nos anima é saber que este é o ano das eleições presidenciais nos EUA e a oposição vem ameaçando a reeleição de Bush, pois caso seja substituído, torcemos nós que o novo presidente olhe para a caótica situação com mais profundidade. Afinal, com olhares superficiais e ideologias militares, como temos visto, não chegaremos a lugar algum.
Renato Rocco Magalhães