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CRP quer Banco Social em Bauru

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Regional de Psicologia (CRP) de Bauru debateu, ontem pela manhã, a possibilidade de implantação no município do programa Banco Social, idealizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) com o objetivo de firmar parcerias para o desenvolvimento de projetos de interesse público.

A coordenadora do CRP, Débora Cristina Fonseca, afirma que o órgão pretende dar início às atividades do Banco Social na cidade até o final do primeiro semestre. “Estamos na fase de discussão, porque o projeto está atrelado às políticas públicas e depende de estabelecermos parcerias”, comenta.

Os projetos do banco que já funcionam em São Paulo, Recife e Belo Horizonte oferecem apoio psicológico ao trabalhador em situação de desemprego (parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego), a adolescentes infratores em liberdade assistida (parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos) e aos pacientes residentes em hospitais psiquiátricos (parceria com o Ministério da Saúde).

Segundo Fonseca, dois desses programas devem ser priorizados em Bauru. “Todos seriam possíveis, mas acredito que temos um bom espaço na área da saúde mental e da liberdade assistida, voltada aos adolescentes em conflito com a lei”, analisa.

Ela explica que, caso as parcerias sejam firmadas, os psicólogos atuarão de forma voluntária. “O conselho tem um banco de profissionais dispostos a prestar os seus serviços de forma supervisionada para desenvolver esses projetos”, diz.

A conselheira do CFP, Rosemeire Silva, conta que o Banco Social tem registrado bons resultados nos lugares onde foi implantado. “Temos tido um grande poder de mobilização dos psicólogos para que eles atuem como cidadãos, emprestando o seu saber técnico e a sua competência para inovar no campo das políticas públicas”, declara.

Ela acredita que o sucesso do programa poderá se repetir em Bauru. “A cidade é uma área preciosa, especialmente para quem milita no setor de saúde mental, porque é referência histórica de uma outra construção sobre o atendimento psiquiátrico que se faz no Brasil”, diz.

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