Antes eu era um menino muito triste, sem mãe, sem pai, sem irmãos. Não tinha família. Até os 6 anos fui criado numa creche.
Mas os dias passaram...
Eu dormia, acordava e nada acontecia.
Em um belo dia, ganhei o maior presente de minha vida. Alguém chamou - Rodrigo venha até aqui: Quero que conheça alguém.
Quando bati os olhos naquele casal não pude acreditar, abracei-os e me perguntei: Será que é real? Então, falei com Deus.
Obrigado Deus maravilhoso! Ganhei uma mãe, um pai, uma família. Fiquei feliz pois agora teria quem me amasse e eu a eles.
Fui viver nesse novo lar, doce lar.
Nessa época, eu tinha 6 anos, estava doente e desnutrido. O tempo foi passando, fui crescendo com tudo o que uma criança tem direito. Hoje, tenho 10 anos e estou na 4.ª série.
Estou crescendo muito feliz porque tenho uma família unida, que me ama. Agradeço todos os dias porque não estou mais triste nem sozinho. Quando eu perguntava para a tia da creche quando ia ter uma família, ela me dizia para que não chorasse e que papai do céu ia me dar uma. E não é que ele deu mesmo? Ganhei irmão, muitos tios, primos, avós e bisavó. Por isso, só tenho a agradecer a Deus por toda a vida.
Rodrigo Estevão Rocha Vaz, 10 anos, é filho adotivo, estuda na Emef “Thereza Tarzia”, no bairro Nobuji Nagasawa e no ano passado foi o vencedor do concurso de redação sobre adoção promovido pelo grupo “Amigos da Vitória”, que incentiva e apóia a adoção em Bauru.