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Vielas do Pagani causam transtorno

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

As vielas que cruzam as quadras do Jardim Pagani tornaram-se uma dor-de-cabeça constante para os moradores do bairro. O motivo é que, segundo pessoas que moram em casas vizinhas às vielas, a administração municipal nunca executou serviços de limpeza nos locais.

Entre as ruas Marieta Mamprini dos Santos e João Virgínio Souza, assim como em outros pontos do bairro, as passarelas que ligam uma rua a outras possuem um caminho de cimento no centro ladeado por terra e mato. Sem cuidado, o mato cresce a ponto de atrapalhar a travessia dos moradores, toma as calçadas e se torna território propício para o acúmulo de entulho e proliferação de animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras.

“Já cheguei a achar uma cobra na sala de casa, onde minha filha de 4 anos estava”, conta, revoltada, a moradora Luciana Cristina de Andrade Bertozzo. Segundo ela, o descaso da prefeitura obriga os moradores a cotizar a contratação de serviços de limpeza particulares. O problema é que o custo também é alto: R$ 60,00 para limpar apenas um lado da viela, sem contar o preço da caçamba para levar o entulho. De acordo com Luciana, um caminhão da prefeitura recolhe apenas galhos e mato.

Para protestar contra a situação, os moradores colocaram faixas em frente às vielas limpas com dinheiro próprio. Segundo outra moradora do bairro, Lucimari Bofeti Bento, a prefeitura alega não ter mão-de-obra para a limpeza. “A gente liga e eles dizem que não tem funcionário disponível”, afirma.

Fora o mato alto e os animais, as vielas tampouco contam com iluminação, o que faz da travessia um risco à noite, principalmente para as jovens que voltam das aulas. Segundo os moradores, as passarelas escuras transformam-se em “fumódromo” de maconha no período noturno.

Outro problema das vielas, de acordo com o morador Francisco Carlos Alves, é que o local é destino da água pluvial e da limpeza dos quintais de algumas casas, o que faz com que geralmente o caminho esteja tomado de resíduos de fezes e urina dos cães da vizinhança. “O encanamento sai direto do quintal para a passarela”, aponta.

A situação das vielas chega a criar cenas curiosas, como uma passarela na rua João Virgínio Souza: um quarto do caminho - cuidado por um morador - é um aprazível jardim com grama bem aparada e flores, enquanto ao redor o mato alto disputa espaço com tijolos quebrados e lixo de todo tipo.

Procurado pela reportagem no sábado, o secretário municipal das Administrações Regionais, Arlindo Figueiredo, quis saber em quais ruas o problema estava ocorrendo e afirmou que tomaria providências hoje.

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