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Conselho quer disque-denúncia de racismo

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru decidiu ontem, em reunião realizada na sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diversas ações que deverão ser tomadas na tentativa de reduzir o racismo e a discriminação entre a população da cidade. Dentre as metas, o órgão planeja implantar um serviço de disque-denúncia de racismo para atender pessoas que passarem por situação de humilhação e desrespeito.

O presidente do conselho, Roque Ferreira, explica que o órgão pretende firmar um convênio com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) para viabilizar o serviço. “O objetivo é que as pessoas que sofreram discriminação racial tenham um órgão para fazer sua denúncia. O conselho, por sua vez, vai apurar o caso e tomar as medidas necessárias”, diz.

Além do disque-denúncia, o conselho vai auxiliar na elaboração de um curso de especialização sobre questões raciais e históricas do negro. “O curso será para todas as pessoas interessadas no tema. Temos professores capacitados e todos os participantes terão de assumir um compromisso. Eles serão agentes multiplicadores para o surgimento de novos formadores na questão do negro na sociedade brasileira”, observa Ferreira.

Segundo o presidente, o conselho discutiu também a possibilidade de firmar parcerias com os sindicatos e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para desenvolver ações de combate ao racismo no trabalho. “Nós ainda estamos planejando a realização de seminários nos bairros, em grupos de jovens, para discutir com a juventude a questão racial, na tentativa de resgatar a auto-estima dessa população e socializar todos os instrumentos da cidadania”, afirma.

Na opinião de Ferreira, entre todas as ações planejadas pelo órgão - que foram apontadas no último seminário de planejamento do grupo - o ponto mais importante é o combate ao racismo. “Mas para isso, precisamos traduzir os problemas em ações concretas. Os negros são o maior contingente do ‘exército de reserva’ existente no País, porque há a discriminação no trabalho. A juventude está afastada da escola, também pelo mesmo motivo. Nossa luta só será concreta com a aplicação de ações práticas”, finaliza.

• Serviço

Informações sobre o Conselho Municipal da Comunidade Negra pelo telefone (14) 3223-6642.

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