A diretoria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) quer se reunir com o prefeito Nilson Costa (PTB) para discutir um reajuste nos salários dos 27 profissionais da categoria empregados na prefeitura e em suas empresas. A entidade defende que o prefeito dê aos engenheiros o mesmo tratamento dispensado aos procuradores do município. Nilson enviou à Câmara Municipal projeto de lei que propõe reajuste nos valores adicionais recebidos pelos procuradores.
Segundo o presidente eleito da Assenag, Marcos Vanderlei Ferreira, a reivindicação já havia sido feita informalmente ao prefeito no passado. “Ele (Nilson) alegou que não poderia mexer nos salários dos engenheiros porque teria que alterar a grade toda. Mas com o envio do projeto dos procuradores ao Legislativo, acho que a nossa categoria merece o mesmo tratamento”, analisa.
O atual presidente da entidade, Luiz Carlos Mendes, ressalta que os salários pagos pela prefeitura aos engenheiros são baixos. O salário de um profissional no início de carreira é de R$ 653,49. “Passados alguns anos, ele ganhará R$ 965,80”, completa Mendes.
O vice-presidente eleito da Assenag, Veríssimo Barbeiro, lembra que a administração municipal não respeita os pisos estipulados por lei que definem os salários dos engenheiros.
Ele diz que um profissional contratado para trabalhar seis horas diárias deve ganhar salário de R$ 1.440,00. Já o engenheiro com carga de oito horas o salário é de R$ 2.160,00.
Segundo Barbeiro, no passado a prefeitura chegou a pagar aos profissionais os pisos designados pela legislação, mas os valores foram defasados com os passar dos anos porque os índices de recomposição salarial aplicados pela administração não acompanharam a inflação.
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antonio Sérgio Marsola, disse ontem que o prefeito Nilson Costa está aberto ao diálogo para discutir o problema, porém, não quis adiantar de que forma o assunto será tratado na administração.