Rubens de Souza não é mais presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). Ele deixou o cargo no último final de semana para ter condições de pleitear uma vaga nas eleições municipais deste ano. A desincompatibilização é uma exigência da legislação eleitoral para os detentores de cargos comissionados.
“Eu me afastei da presidência para ter condições de disputar a eleição. Meu desligamento foi um pedido do comando estadual do PPS, que orienta no sentido de que o partido coloque seus quadros na chapa para fortalecer nossa participação”, avalia Souza.
Entretanto, o comando da companhia não sairá das mãos do PPS. Segundo o gabinete do prefeito Nilson Costa (PTB), Braz Melero - que ocupava a função de direção na companhia - assume interinamente a presidência. Como a legislação permite que Souza ocupe uma função de assessoria no governo até três meses antes da eleição, é possível que ele ocupe uma vaga no gabinete do prefeito.
Até lá, Rubens de Souza menciona que vai trabalhar pela indicação do candidato a prefeito do PPS em uma aliança que engloba outras legendas. “Nosso pré-candidato é o Marsola (chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola) e vamos trabalhar pela sua indicação. É uma pessoa que tem a confiança do partido e dos colegas da administração”, cita.
O presidente municipal do PPS terá que convencer os membros do PTB, PAN, PC do B e até PMDB de que o chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, é o melhor nome para a sucessão de Nilson Costa. “Vamos continuar conversando e até com o PMDB, que tem o legítimo interesse de lançar candidato próprio, mas pretendemos unir essas legendas em torno de um nome”, conta.
Embora tenha se desligado da Cohab para participar da eleição, Souza concorda que o PPS não contará com alguns de seus principais quadros neste ano. “Temos muitos nomes que acabaram não querendo se desligar por problemas profissionais ou particulares, como o Sérgio Losnak e o Sapé (secretário de Esportes, José Roberto Franco). Mas vamos fortalecer a chapa com outras indicações”, avalia.
Losnak resolveu não deixar a pasta de Cultura, o mesmo acontecendo com Sapé. De outro lado, Darlene Tendolo resolveu deixar a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) para também disputar uma vaga na Câmara.