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População ainda tem restrição à proteção

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo com as campanhas de vacinação e a divulgação dos benefícios da imunização contra a gripe, muitas pessoas ainda fogem da vacina e afirmam que ficaram doentes justamente depois de receber uma dose. É o caso do aposentado Rubens Aparecido da Silva, 72 anos. Ele declara que teve a gripe mais forte de sua vida justamente depois de ser imunizado na campanha de vacinação de idosos em 2002.

“Eu não tomo porque o efeito em mim foi o contrário. Ao invés de proteger, eu fiquei doente, de cama, muito debilitado. Para algumas pessoas, pode até não ter dado nada, mas para mim foi isso que aconteceu e eu decidi não tomar mais”, afirma, categórico.

Elizabeth de Lucca, 64 anos, passou por uma situação diferente. Ela conta que tomou a vacina uma vez, há três anos, e teve duas gripes logo depois. “Cheguei a ficar de cama, com febre, poucos dias depois de tomar a vacina. Foi uma gripe de derrubar! Depois, passei dois anos sem tomar e nesse tempo, não fiquei doente, acho que por causa da proteção da vacina. No ano passado, a gripe me pegou com força de novo. Nesse ano, eu vou tomar a vacina para fazer o teste. Se eu ficar doente de novo, não tomo mais”, pondera.

O médico infectologista Marcelo Pesce garante que a vacina não provoca gripe, ao contrário do que muitos afirmam. Ele explica que o produto é produzido a partir de fragmentos do vírus, o que impossibilita que a doença se desenvolva a partir da dose.

“Pode acontecer das pessoas pegarem o vírus na época em que se vacinam porque é o período em que o vírus está circulando. As pessoas associam qualquer evento que aconteça após a imunização com a vacina: cólica, dor de barriga... Mas ela é indicada para todos, especialmente para a população acima de 60 anos e pessoas que tenham doenças respiratórias”, orienta.

De acordo com Pesce, as crianças também devem ser vacinadas. “São elas que trazem o vírus da escola para casa. Em alguns países, como o Japão, as campanhas de vacinação são exclusivas das crianças”, comenta.

A aposentada Dulce Lagreca, 61 anos, nunca tomou a vacina, mas pretende se imunizar neste outono. “Vários médicos me indicaram. Não tenho medo de tomar, as pessoas falam que pode dar alguma reação, mas eu não levo à sério. Prefiro me proteger”, conclui.

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