A ressurreição de Cristo - fundamento da fé cristã é fonte de alegria. Se com sua morte voluntária na cruz, Cristo purificou os pecados da humanidade, com a sua ressurreição devolveu aos homens a vida eterna.
O Antigo Testamento foi uma preparação do povo hebreu para o advento do Messias e o fato mais significativo na história deste povo foi a libertação da escravidão no Egito, através de Moisés, 1500 anos antes de Cristo.
Essa libertação, juntamente com outros fatos decorrentes dela passou a ser festejada pelo povo judeu como a Páscoa dos judeus e é comemorada na mesma época da Páscoa Cristã.
Que coincidência temporal significativa é a morte e ressurreição de Cristo e os festejos da Páscoa dos judeus!
Qual a intenção de Deus na interligação profunda destes dois acontecimentos? Seria a união e a paz?
E quais as lições de vida que podem ser tiradas desta vitória da vida perante a morte?
A maior delas é a alegria pascal que se derrama sobre as pessoas, atingindo tanto os de crença profunda como os mais afastados de Deus.
Mas no nosso dia-a-dia a celebração da vida também é motivo de jubilo. Basta constatar,
- a alegria da mãe que dá à luz ao seu filho...
- o júbilo do homem ao ver brotar a semente nos campos calcinados...
- a lição da natureza ao insistir nas manifestações de vida em regiões degradadas...
Que durante a comemoração pascal, nem que seja por um só instante, voltemos o nosso pensamento a Deus para agradecer a mortificação da morte e o início de outra vida.
(Baseado no texto “Vitória sobre a Morte”, do Bispo Ortodoxo Alexandre - Mileant)
A autora, Josefina de Campos Fraga, é escritora, advogada e colaboradora do Ju Machado Escritório de Arte.