A liberação de R$ 3,665 milhões anunciada na semana passada pela Aeronáutica indica que as obras do aeroporto internacional de Bauru deverão ser retomadas em breve. A verba aprovada será utilizada para a edificação do pátio de manutenção das aeronaves. Com isso, inicia-se a quarta e última fase da construção, que está paralisada desde 2002.
Além do pátio, a quarta etapa prevê a edificação dos terminais de embarque e desembarque, a instalação da torre de controle e de seus equipamentos de operação para pouso e decolagem, o balizamento das pistas (sinais de solo e iluminação noturna), a instalação de cercas para isolar os 185 alqueires da área e a aquisição de equipamentos de combate a incêndio.
Para que o aeroporto entre em funcionamento, o governo do Estado ainda terá que pavimentar os quatro quilômetros que separam a rodovia Bauru-Arealva do local onde está sendo construído o terminal. Também faz parte do projeto a duplicação das pistas da rodovia no trecho que se inicia na Marechal Rondon até o acesso ao Patrimônio do Rio Verde.
Até o momento, as obras já consumiram R$ 13,1 milhões. Estão prontas as pistas com 2,1 mil metros de extensão - inclusive a auxiliar, que servirá para tráfego de aviões que vão decolar ou aterrissar - e o pátio de taxiamento das aeronaves. O orçamento desta última etapa é estimado em mais R$ 21 milhões.
Recursos
A implantação do novo aeroporto é uma parceria entre o Ministério da Aeronáutica -por meio do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) - e o governo do Estado. A União é responsável por 70% dos recursos e os outros 30% cabem à Secretaria de Estado de Transportes, através do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).
Na última quarta-feira, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, e o assessor parlamentar da Aeronáutica, brigadeiro-do-ar Sergio Luiz de Oliveira Freitas, anunciaram ao vereador de Bauru José Carlos Batata (PT) e à presidente municipal da legenda, Estela Almagro, a liberação de R$ 3,665 milhões para o novo aeroporto.
O reinício das obras agora depende desta contrapartida de 30% (cerca de R$ 1,5 milhão), que o governo do Estado já garante há alguns meses estar à disposição. Assim que a verba estiver liberada, deverão ser iniciados os processos de licitação. Os R$ 16 milhões restantes deverão ser distribuídos ao longo dos orçamentos de 2005 a 2007.
(*)Colaborou Gilmar Dias