Professores da rede de ensino estadual e dirigentes da categoria realizaram ontem, no Calçadão da Batista, uma mobilização para lutar por reajuste salarial e melhoria do ensino público. Aproveitando o movimento do comércio na véspera da Páscoa, o grupo entregou centenas de panfletos à população, atividade que deve se repetir nas portas das escolas da cidade durante essa semana.
Segundo o coordenador da subsede da Apeoesp em Bauru, Laércio Simões, a categoria se prepara para uma audiência com o secretário da Educação, Gabriel Chalita, em São Paulo, amanhã. “Teremos uma negociação para discutir o reajuste salarialâ€, disse. Os professores reivindicam um aumento de 24%, subindo para R$ 1.400,00 o piso atual, de R$ 740,00, pago aos docentes por 40 horas de trabalho.
De acordo com Simões, se não houver nenhum reajuste, a categoria deverá entrar em greve a partir do dia 16. “A paralisação será apenas uma consequência. Estamos conscientizando as pessoas de que não buscamos apenas melhoria salarial, mas também do ensino públicoâ€, destacou.
“Os professores estão muito insatisfeitos. Estamos há nove anos sem reajuste. Nós temos o bônus, que é pago no mês de fevereiro e é uma espécie de 14.º salário, mas nós queremos reajuste salarialâ€, cobrou Leonam Loureiro da Silva, membro da Apeoesp de Bauru.
Cerca de 30 mil docentes devem participar do calendário de atividades envolvendo a campanha salarial da Apeoesp. em todo o Estado. Em Bauru, serão dois mil professores. Após a audiência que será realizada na segunda-feira, representantes da categoria se reunirão em assembléias estaduais para decidir se entrarão ou não em greve.