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Professores esperam reunião com Chalita para discutir greve

Cristiane Goto
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Professores da rede de ensino estadual e dirigentes da categoria realizaram ontem, no Calçadão da Batista, uma mobilização para lutar por reajuste salarial e melhoria do ensino público. Aproveitando o movimento do comércio na véspera da Páscoa, o grupo entregou centenas de panfletos à população, atividade que deve se repetir nas portas das escolas da cidade durante essa semana.

Segundo o coordenador da subsede da Apeoesp em Bauru, Laércio Simões, a categoria se prepara para uma audiência com o secretário da Educação, Gabriel Chalita, em São Paulo, amanhã. “Teremos uma negociação para discutir o reajuste salarial”, disse. Os professores reivindicam um aumento de 24%, subindo para R$ 1.400,00 o piso atual, de R$ 740,00, pago aos docentes por 40 horas de trabalho.

De acordo com Simões, se não houver nenhum reajuste, a categoria deverá entrar em greve a partir do dia 16. “A paralisação será apenas uma consequência. Estamos conscientizando as pessoas de que não buscamos apenas melhoria salarial, mas também do ensino público”, destacou.

“Os professores estão muito insatisfeitos. Estamos há nove anos sem reajuste. Nós temos o bônus, que é pago no mês de fevereiro e é uma espécie de 14.º salário, mas nós queremos reajuste salarial”, cobrou Leonam Loureiro da Silva, membro da Apeoesp de Bauru.

Cerca de 30 mil docentes devem participar do calendário de atividades envolvendo a campanha salarial da Apeoesp. em todo o Estado. Em Bauru, serão dois mil professores. Após a audiência que será realizada na segunda-feira, representantes da categoria se reunirão em assembléias estaduais para decidir se entrarão ou não em greve.

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