Política

Ex-vereador propõe subsídio simbólico para parlamentar

Gilmar Dias
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O ex-vereador Akira Kawasaki (PFL) defende que a próxima legislatura da Câmara Municipal de Bauru seja ocupada por parlamentares que abram mão do alto subsídio pago pelos cofres públicos. Atualmente, um vereador recebe cerca de R$ 4.500,00 por mês do Poder Legislativo.

Kawasaki vai mais longe: quer também que a Casa acabe com a função dos dois assessores parlamentares contratados por gabinete. “Eu fui vereador numa época em que a função era voluntária e não era remunerada”, lembra. O subsídio para o parlamentar municipal foi legalmente criado em 1976, durante a presidência da República do general Ernesto Geisel.

“Acho que o vereador deveria receber apenas uma ajuda de custo como subsídio para ajudar no gasto com combustível. Três salários mínimos - R$ 720,00 - seriam ideal. Se pensarmos bem, vereador não tem despesas altas”, defende o pefelista.Kawasaki lembra que em 1948, a Câmara Municipal de Bauru era formada por 29 vereadores. “E nenhum deles recebia qualquer subsídio para defender a comunidade. Foi uma câmara muito atuante”, elogia.

Ele foi eleito vereador pela primeira vez em 1972 quando a remuneração ainda não existia. O ex-parlamentar conta que o Poder Legislativo era formado por representações de bairros. “Por exemplo, a Vila Falcão tinha o Irineu Bastos, que chegou a ser prefeito de Bauru. O Paulo Rangel era representante do Distrito de Tibiriça; o Giro Ishikawa representava a Vila Independência, bairro onde há maior concentração da comunidade japonesa. Não ganhavam nada e trabalhavam pelo bairro. E a coisa funcionava”, garante.

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