A partir de um investimento total estimado em US$ 5,6 milhões, a Sukest introduz no mercado sua linha de chicles drageados para o público infantil. Com as novas marcas, o objetivo é ampliar a fatia de faturamento do segmento de chicles, balas e drops da empresa de 33% para 50% até o inverno de 2005. “A gente vinha como empresa sazonal. Com a chegada dessa linha, a gente deixa de ser empresa sazonal para ter produtos sazonais”, explica o diretor-executivo Venícius Tobias.
A característica sazonal da empresa se deve ao fato de que o carro-chefe da Sukest, os refrescos em pó, tem queda acentuada de vendas no inverno. Além disso, diz Tobias, a tecnologia da produção de refrescos atualmente é bastante acessível, o que se traduz em concorrência mais acirrada.
A linha de chicles drageados (envoltos por uma espécie de casca) deve aumentar a produção diária da empresa de 57,6 toneladas para 86,4 toneladas. A Sukest também se torna a primeira fabricante do segmento com capital totalmente nacional. Hoje, o mercado é dominado pela argentina Arcor.
De acordo com Tobias, passaram-se 28 meses desde o projeto até o início da produção de drageados, há cerca de um mês. A empresa importou máquinas e equipamentos italianos, alemães e franceses para iniciar a operação da linha. “Apenas três empresas no mundo detêm essa tecnologia”, diz. E acrescenta: “Estamos com uma capacidade grande para investir e ampliar”.
Para o gerente de negócios da empresa, Elton Chaud, a linha de drageados infantis é também uma maneira de elevar o valor do produto final, o que não é possível com o chicle convencional. Segundo ele, o mercado também está aberto a esse tipo de produto. “A gente percebeu que há um grande vazio a ser preenchido. Primeiramente, nós vamos preencher esse espaço, perceber essa necessidade e, a partir daí, descobrir se teremos de investir mais em termos de campanhas publicitárias”, afirma.
Ainda de acordo com Tobias, a Sukest espera ampliar a aprticipação no mercado de chicles de 8% para algo entre 14% e 16% até o inverno de 2005, o que conduziria a empresa à segunda posição no setor. Segundo ele, a ampliação da produção gerou 72 novos empregos na fábrica.
Marcas
O coordenador de marketing da empresa, Mauro Paparelli, conta que o investimento na divulgação das novas marcas está sendo feita diretamente nos pontos-de-venda, por conta de uma identificação visual forte. Os drageados infantis se dividem em três marcas: Gummers, a mais convencional, Megaball, de tamanho exagerado, e Frulitas, apresentados no formato de quatro frutas: laranja, melancia, melão e morango. “A gente está trabalhando no nosso canal de distribuição mesmo, fazendo a introdução no nosso trade”, diz.
Paparelli também observa que dois novos produtos, estes da linha tradicional, estão entre as mais recentes apostas da empresa: os chicles com motivos do personagem Bob Esponja e da linha Rocket Power. “O Bob Esponja é uma grande licença. Esse é um dos personagens mais licenciados do Brasil hoje”, afirma. E completa: “Outro detalhe é que a parte gráfica foi totalmente desenvolvida na região, ou seja, conseguimos cobrir todas as etapas por aqui”.
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Produção
A Sukest Indústria de Alimentos e Farma Ltda foi inaugurada em 1986 pelo empresário Moussa Tobias e teve desde o início destaque no setor de refrescos em pó. Atualmente, possui quatro linhas de produção: gomas de mascar, balas e drops, refresco em pó e ingredientes.
A empresa ocupa uma área de 40 mil metros quadrados no Distrito Industrial 1, sendo 11 mil metros quadrados de área construída. A produção da Sukest cobre todo o território nacional, além de mais de 20 países na América, Europa e África.