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Voluntários fazem festa de Páscoa

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

“Um dia de Alegria”. Este é o nome da festa que voluntários da Casa da Sopa da Vila Dutra fizeram no bairro ontem para comemorar a Páscoa. Shows musicais, oficinas, cama elástica, pescaria e apresentação da banda e do canil da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros fizeram a alegria dos moradores do bairro, principalmente das crianças.

A festa, que teve a participação de escolas estaduais e municipais, começou às 14h e se estendeu por toda a tarde. Segundo previsão dos organizadores, cerca de três mil crianças participaram do evento. Cada um deles recebeu um vale com tíquetes para que pudessem participar, de forma ordenada, de cada uma das brincadeiras.

Além da diversão, as crianças tiveram direito a dois cachorros-quentes, dois sucos, pipoca e algodão doce. Na pesca, com sorte, podiam ganhar um ovo de Páscoa. A banda do 4.º Batalhão da Polícia Militar se encarregou da música enquanto que o Corpo de Bombeiros expôs seus equipamentos e aproveitou para conscientizar os visitantes da importância da prevenção do incêndio. A alegria das crianças era subir na cabine do caminhão e acionar a buzina.

Na barraca da pesca, as linhas se entrelaçavam diante da ânsia das crianças de conseguir um pequeno ovo de chocolate. A barraca do bazar da pechincha comercializa três peças de roupa por R$ 1,00. “São roupas arrecadadas por nós. O preço é simbólico”, explicou Tiyoe Tsuyama, uma dos voluntários da festa.

André Luiz Beio, 8 anos, ficou empolgado com a cama elástica. “Eu nunca tinha ido e foi muito gostoso. A festa está muito boa”, disse. Já para a dona de casa Dorcas Pedroso de Lima, mãe de seis filhos, tudo agradou. “No bairro não tem lazer. As crianças ficam na rua. Com um evento desse, eles têm oportunidade de se divertir”, frisou.

Brincando muito, Luciano André Costa Nunes, 12 anos, disse que a festa esteve perfeita. “Além de me divertir, comi cachorro-quente e tomei suco”, conta.

A dona de casa Maria Adélia Gomes da Silva saiu do Núcleo Fortunato Rocha Lima para levar seus cinco filhos para se divertir na Vila Dutra. Ela confessou que seus filhos não têm oportunidade de se divertir. “Aqui é tudo de graça. Em casa, eles não ganharam ovo de chocolate e aqui eles terão a oportunidade de ganhar. Minha irmã que mora no Parque Industrial me avisou da festa”, completa.

O filho mais velho de Maria Adélia, Bruno Luciano Gomes da Silva, tentava pescar uma isca que dava direito ao ovo, mas reclamava que a linha entrelaçava-se a outras. Moradora da Vila Dutra, Darci Hernandez de Carvalho, 62 anos, parabenizou os organizadores. “Isso é uma bênção. Os moradores daqui não têm oportunidade de se divertir, não têm lazer”, ressaltou.

Casa da Sopa

Um grupo de voluntários, independente de religião, se reúne de segunda-feira a sábado, exceto feriados, para fornecer sopa aos carentes da Vila Dutra e região. Com a ajuda de voluntários, eles doam diariamente cerca de 50 pratos de sopa, muitas vezes a única refeição do dia das pessoas atendidas. São 240 famílias carentes cadastradas.

De acordo com Tiyoe Tsuyama, a festa de Páscoa nasceu da necessidade de promover algum lazer aos moradores carentes que não têm oportunidade de se divertir.

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