• Arquivamento
Os pedidos de Comissões Processantes (CPs) contra o vereador João Parreira de Miranda (PSDB) e o prefeito Nilson Costa (PTB) caminham para o arquivo. Ontem, os relatores de ambos os processos - Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), pelo caso de Parreira, e José Clemente Rezende (PDT), pelo caso de Nilson - pediram arquivamento dos pedidos de CP.
• Sem desgaste
Embora a justificativa formal seja embasada em pareceres técnicos, o fato é que os veradores da Câmara de Bauru sentem na pele o desgaste pela banalização das CPs e estão receosos de reações mais contundentes por parte da opinião pública, desgastada por tantos ataques, uns embasados e outros por puro ódio pessoal. Além do mais, é ano eleitoral.
• "Não pensem mal"
O vereador Toninho Garmes (PSDB) provocou arrepios ontem em membros da oposição ao elogiar a conduta de Nilson na sanção à emenda ao projeto de lei que autorizou a apresentação de animais em circos na cidade. “Não pensem que estou aderindo”, emendou, precavido, logo a seguir, para alívio dos colegas do mesmo time.
• "Meu líder!!!!!"
O tucano João Parreira também provocou frenesi na sessão de ontem ao dizer que, no governo Tuga Angerami (83 a 88), o servidor público foi privilegiado em termos de atenção do prefeito às demandas salariais. O comentário foi suficiente para o presidente do PDT, Faria Neto, elegê-lo, por antecipação, líder de Tuga na Câmara numa eventual vitória do pedetista na eleição de outubro. Os tucanos presentes na galeria torceram os bicos e ficaram com a plumagem avermelhada.
• Hospitalizado
O presidente da Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), não compareceu à sessão de ontem porque esteve hospitalizado, em São Paulo. A informação é que Purini se submeteu a uma cirurgia, mas que o problema de saúde não é grave. O Legislativo não prestou mais informações sobre o caso.
• Caso das fitas
O promotor Fernando Masseli Helene ouviu ontem o depoimento de um funcionário de uma empresa de locação de máquinas que confirmou ter sido procurado por Roberto Palharim, que prestou serviços para a prefeitura em 2003. Segundo o funcionário, Palharin teria lhe pedido 20% de desconto na parte que cabia à sublocação, alegando problemas financeiros. A Promotoria apura denúncia de esquema de propina no governo.
• Sinserm e Assenag
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) está convidando a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) e outras entidades de classe para, juntos, lutar por reajuste salarial do funcionalismo público. “Queremos que as entidades unam-se a nós nesta luta, não lutem separadas”, diz Sônia Carvalho, diretora do sindicato.
• Posição sindical
Sônia Carvalho aproveita para esclarecer que não é da diretora Idelma Corral, mas sim de todo o Sinserm, o entendimento de que a iniciativa da Assenag de pedir reajuste salarial da categoria na prefeitura divide os servidores municipais. “Esta é uma posição do sindicato”, frisa.